sábado, 17 de junho de 2017

QUANDO MUDAR, QUANDO RENUNCIAR!?

A vida cristã é uma trajetória que nos coloca em constantes decisões. Uma dessas decisões está ligada a mudar ou renunciar. A mudança é uma decisão consciente quando entendermos que o nosso comportamento difere dos  padrões e valores propostos pela  nova vida em Cristo. Esse processo de mudanças é constante na vida do cristão. Segundo dicionário Online - mudar significa: "dispor de outro modo; trocar; substituir, remover...". A renuncia é uma decisão mais complexa. É abandonar algo  ou  valores  que envolvem a nossa própria vida. O dicionário Online define, assim: " desistir da posse de; recusar; abdicar...".
Quando mudar e quando renunciar?
1. Mudar Quando Há Desvio de Conduta 
 O desvio de conduta sinaliza que estamos corrompidos com os valores do mundo. Precisamos dispor a remover, substituir, mudar. Os valores mundanos corrompem o nosso "ser" que foi regenerado em Cristo Jesus. O apóstolo Paulo exortou aos cristãos da Galáxia que não tinham abandonados os padrões da velha natureza carnal ( Gl. 5:29,20). A mudança de vida se fazia necessário para que o Espírito Santo produzisse  o fruto do  caráter de Cristo em suas vidas ( Gl.5:22). Quando perdemos o foco da nossa identidade em Cristo, há um desvio de conduta que compromete o fluir das promessas de Deus.

2. Mudar  Quando Perdemos o Senso de Propósito Na Vida
O ser humano foi criado de um modo diferenciado de todas as demais criações. O Salmo 139 é uma alusão dessa relação especial de como fomos criados. A mudança se faz necessário quando desviamos  o propósito pelo qual fomos criados. Os sinais quando vamos perdendo o senso de propósito vão aparecendo em áreas importantes da vida, a principal o senso de valor. O perigo! Ser induzido por uma falsa imagem de si mesmo.  Reagimos com um forte sentimento de  negativismo e de  pequinês. Um exemplo bíblico, Gideão, que foi tomado por esse espírito de  pequinês.
O senso de propósito, usando uma linguagem moderna  é como se fosse um aplicativo dado  por Deus a cada indivíduo. Está  conectado ao seu valor e ao o seu potencial, para serem desenvolvidos para o proposito pelo qual Deus o criou. 

3. Mudar Quando a Prática  Religiosa  Substitui a Graça de Deus
A graça de Deus é insubstituível. O evangelho da graça nos leva a um relacionamento com Deus desobstruído de qualquer interferência religiosa. O cristão é salvo pela graça e  para práticas de boas obras. O amor é a força que move o cristão a compartilhar da graça de Deus para quem ainda não a possui. O amor é a força que move o cristão  a se desprender com o apego ao dinheiro e investir com a Obra de Deus. Se a motivação da  prática religiosa apenas se move na  busca de benefícios pessoais egoístas, na  busca do favor de Deus sem nenhum comprometimento com o testemunho do evangelho,  são sinais que a prática religiosa impede a ação da generosa graça de Deus. A remoção dessa crença precisa ser removida do coração. A mudança é necessária e urgente!

4. Renunciar  Quando Nossa Crença  nos Afastou de  Deus.
A decisão da renuncia não se enquadra numa disposição de uma  mudança. É algo mais contundente. É desistir definitivamente de uma crença que entende não ser a verdadeira. Um ato consciente da compreensão do falso do verdadeiro. A crença está ligada à identidade, a responsável para construir o "ego ", que gera  a vontade própria de cada individuo. Renunciar a crença é um ato voluntario ao entender que essa prática tem afastado a nossa relação do próprio Deus. O Senhor Jesus encontrou um cenário bem caracterizado de uma prática religiosa totalmente alienada de Deus. Tantos os Judeus quanto os Gentios se enquadravam nessa prática de crença, precisavam renunciar suas crenças para restabelecer o relacionamento com Deus. Se você se enquadra nesse campo reveja a sua crença e tenha um ato de coragem e renuncie.

5. Renunciar  Quando nosso  "Ego" Perdeu a Imagem e Semelhança de Deus
A falsa identidade contamina o ego verdadeiro agregando valores e crenças que corrompem a imagem e semelhança de Deus. A bíblia é categórica em declarar que todos nascemos com a identidade corrompida pela natureza pecaminosa que corrompe a verdadeira identidade. Afastando a criatura do Criador,  gerando um vazio de Deus  que será preenchido com novas práticas de crenças. Numa decisão consciente  só a renuncia dessa falsa identidade, e dessas falsas crenças, abrirá caminho para retornar ao pleno relacionamento com Deus. Esse retorno passa pelo caminho do sacrifício de Jesus Cristo, na Cruz. Em Jesus Cristo, resgatamos a identidade originariamente perdida no Éden.

REFLETINDO:
Fomos criados com capacidade de escolhas. O comformismo é uma escolha. Buscar uma vida transformada é uma escolha. Buscar renovação espiritual é uma escolha. O cristão não tem a escolha de não querer escolher. Isso pra Deus não funciona. Ou somos a imagem e semelhança de Deus e escolhermos viver uma vida de santidade que O agrada, ou escolhemos viver uma falsa identidade que nos afasta definitivamente dos propósitos pelos quais fomos criados. Temos a capacidade de quando mudar ou de quando renunciar. Qual tem sido a sua escolha?
Por amor a Cristo!