sábado, 29 de julho de 2017

DÍZIMO - NEM DA LEI NEM DA GRAÇA, É BÍBLICO!

Pela generosa longanimidade de Deus respiramos o tempo da dispensação da Graça. Os sinais evidenciam o tempo do fim. É missão da Igreja do Senhor Jesus Cristo proclamar o Evangelho da Graça. É compreensível uma dura oposição, de Satanás, para impedir o avanço da igreja. O que não é compreensível são oposições internas de questões teológicas que nada acrescentam a expansão do Evangelho. Quem entra noYouTube encontra uma verdadeira batalha campal entre lideres religiosos. Ouvi no YouTube duas mensagens de dois expoentes lideres evangélicos sobre o dízimo. Uma pregação defendendo que o dizimo não se aplica no Novo Testamento. A outra mensagem que o dizimo não mudou e se aplica no Novo Testamento.  A pergunta óbvia, é: Como fica a cabeça de um novo convertido? Como fica a posição daquele crente evasivo que não tem compromisso com a Obra de Deus? Se pudéssemos medir o combustão toxico teológico o nível de poluição não estaria abaixo do elevado nível de poluição do nosso planeta. A consequência, a poluição tóxica teológica tem contribuído  para  efeito  frieza espiritual do povo de Deus. A igreja vive uma descrença  na sua essência.
Compartilharei a minha  experiência cristã de 56 anos nessa área de contribuição :
1.  Conhecer a  Bíblia e o Deus da Bíblia.
O crente  que não conhece a sua própria Bíblia não se alimenta adequadamente. O crente que não conhece o Deus de sua Bíblia dificilmente encontrará a sua verdadeira identidade. Por falta desse conhecimento muitos perecem pelo caminho da fé. Praticam uma fé vazia e andam como aventureiros espirituais. Muito aprendi ouvindo sermões, lições da Escola Bíblica Dominical. O que mais tem acrescentado à minha vida cristã é o tempo de meditação da Palavra de Deus. Persigo nesta busca de conhecer a minha bíblia e o Deus da minha Bíblia. Por 70 vezes, ininterruptos, viajei do Gênesis ao Apocalipse. 

2. A vida é uma dádiva de Deus, existimos  para Glória dEle.
A compreensão pessoal quem sou e para quem sou, fará toda diferença na vida. O Salmo 139 é uma alusão do quão importante sou para Deus. A partir desse entendimento a vida se torna completa e com propósito. Saber de onde veio e para onde vai é determinante para não se prender aos atrativos do mundo e não buscar atalhos espirituais. Entender  que sou  um dos resgatados, por Jesus, passo a valorizar o que sou e assumir a minha identidade como fez  o Apostolo Paulo: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus"( Atos 20:24). Entender que o meu ministério é dar testemunho do evangelho da graça de Deus. Nesse pacote  inclui a minha própria  vida e os recursos  disponíveis.

3. O Evangelho da Graça Encerra a Consumação dos Tempos.
Segundo as Escrituras não haverá outro projeto divino para a humanidade decaída. O Senhor Jesus protagonizou  com sua própria vida  o Evangelho da Graça. Instituiu a Sua Igreja para operar o Evangelho da Graça por todo mundo. O Evangelho da Graça é de graça, custou o sangue de Jesus. Não precisa ser um especialista para entender que qualquer gestão operacional envolve recursos humanos, materiais e financeiros. O próprio Senhor Jesus Cristo dependeu de recursos para atender as necessidades do seu ministério. Numa de suas viagens, no encontro que teve com a mulher samaritana, enviou seus discípulos à cidade para comprar comida (Jo 4:8). O ministério de Jesus tinha um tesoureiro. A Igreja local depende de estrutura para fazer frente a demanda de sua missão. Envolve recursos humanos, materiais e financeiros. Para atender as exigências legais  requer eficiente gestão. Os recursos advirão do próprio Corpo  de Cristo. O dízimo é a forma  justa de contribuir com a Obra de Deus. Oportunizar todos  não importa o quanto ganha.  O aferidor é um  espirito fiel e  voluntarioso. 

4. As riquezas são  meios para investir na expansão do Evangelho da Graça.
Para o crente o principal  negócio passa ser o Reino de Deus. Com esse entendimento  a aplicação das riquezas materiais e do conhecimento adquirido  tem um propósito maior de investir no projeto Eterno de Deus.  É para esse fim que o Senhor Jesus, enfatizou:" Mas buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas" ( Mt. 6:31). A compreensão e a prática desse mandamento de Jesus dá ao crente imunidade espiritual  para não ser seduzido pelo espirito de Mamom. Um estágio de maturidade onde o foco é o Reino de Deus. Em cada alma investida lhe trará grande contentamento, porque para o crente uma alma vale mais que o mundo inteiro. Crentes nesse nível de maturidade não ficarão discutindo se o dízimo é ou não aplicado no Novo Testamento.

5. Investir as  riquezas  com sabedoria para melhor proveito do Reino de Deus.
Graça e Sabedoria são atributos divinos. Tanto a Graça como a Sabedoria estão a disposição do crente comprometido com o Reino de Deus. Como membros de uma igreja local  temos a responsabilidade com a gestão financeira da igreja que pertencemos. É dever nosso  participar do dia a dia da Igreja e da mesa do Senhor ( Atos 6:1-3). Participar da expansão missionaria a Igreja - da grande comissão
( Mt. 28:16-20). São ações que vão além do simples dizimar a Deus. Investir o melhor que temos de forma amorosa e generosa. Crente maduro não discute dízimo mas busca estratégias para avançar. 

6. Dizimar  deve ser o nível mínimo de segurança para atender demandas  materiais       da igreja com fins estritamente espiritual.
A igreja não é um clube ou condomínio onde os sócios contribuem, mensalmente, com um determinado valor para cobrir as despesas e investimentos. A Igreja é um organismo espiritual, com ações espirituais, para atender as necessidades espirituais do povo. Mas, também, a igreja é um organismo  de pessoas com necessidades materiais. A Igreja precisa cuidar dessas pessoas. Deus é o modelo de gestor prático e criterioso. Quando instituiu os levitas com atividades exclusivas, para cuidarem  do pastoreamento do povo, das celebrações e  procedimento dos sacrifícios, estabeleceu  a prática do dízimo: "Quando acabares de dizimar (colher os frutos da terra e crias dos animais) todos os dízimos da tua novidade, no ano terceiro, que é o ano dos dízimos, então,a darás ao levita, ao estrangeiro ao órfão e  à viúva, para que comam dentro das tuas portas e se fartem" (Dt. 26:12). O dízimo tinha um único propósito, atender necessidades dos levitas, dos órfãos, dos estrangeiros e das viúvas. Era consagrado e destinado para para isso. Como se tratava de um ambiente rural, Deus estabeleceu um ano específico para fazê-lo. Na gestão de Deus, 10% eram suficientes para atender as necessidades designadas. Na minha experiência  na área financeira e de membrezia, se todos os membros contribuíssem com os 10%, não faltariam recursos na Casa de Deus. As estatísticas apontam uma negligencia de cerca de 50% de membros que não são dizimistas. O quadro seria mais crítico se não houvesse a aplicação do dízimo. Esperar a espontaneidade e a generosidade dos membros das igrejas, muitos pastores deixariam o ministério. Muitos missionários retornariam de seus campos. 

7. Jesus, e o dizimo.
O  Senhor Jesus em todo o seu ministério fez três menções sobre a prática e o  mal uso do  dinheiro. A primeira menção uma confrontação com os lideres religiosos- chamou-os de:" Vocês  devem praticar essas coisas, sem omitir aquelas. Condutores cegos! Coais um mosquito e engolis um camelo. "( Mt. 23:23b.,24). Esses lideres eram fiéis em dizimar; mas desprezavam o mais importante, da lei: "o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas" ( Mt. 23:23). Nesta resposta o  Senhor Jesus não aboliu o dízimo; mas trouxe de volta os valores que os religiosos  deixaram de praticar: o juízo, a misericórdia e a fé. A segunda intervenção de Jesus está em Mateus 22:17-22. Perguntaram a Jesus se os Judeus deveriam pagar tributos a César. A resposta, foi: " Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Jesus era um cidadão Judeu sabia de sua responsabilidade como tal. Sua resposta não agradou os religiosos judeus. Há crentes que não são fieis nas obrigações como cidadãos terreno nem como cidadãos dos Céus. Sempre buscam justificativas para suas negligências. A terceira intervenção o Senhor Jesus foi mais direto quanto o uso do dinheiro, Mt.6:19-24). Seu ensino sobre dinheiro: (1) ajuntar tesouros nos céus; (2) onde estiver o tesouro aí estará o coração; ( 3) não há possibilidade de servir a Deus e as riquezas. No diálogo que teve com o jovem rico ( Lc 18:18-24), assim concluiu: "quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!" (v.24). Em todas essas questões o Senhor Jesus priorizou o pecador, a sua necessidade, estendendo suas mãos  para redimi-lo das trevas do pecado. O Senhor Jesus não deu uma aula de educação financeira ao jovem rico, mas o desafiou a entregar tudo e segui-Lo. Essa deve ser  a nossa paixão, o nosso foco. 

8.  Jesus, e as ofertas.
Todo projeto de Deus é perfeito e com muitos detalhes. Na construção do Tabernáculo Deus  entregou a Moisés  o projeto como seria, o material que deveria utilizar e os profissionais para cada tarefa. Deu ordem para que o povo trouxesse uma oferta alçada  para obra. Ageu 2:8, diz: "Tanto o ouro quanto a prata me pertence"; somos apenas  mordomos, estamos a serviço do Senhor.
Numa das celebrações, no templo, o Senhor Jesus observava as pessoas que traziam suas ofertas. O que mais chamou-Lhe atenção foi a oferta da pobre viúva ( Lc.21:1-4). Jesus viu o coração de cada pessoa que ofertava. Apenas a viúva pobre deu todo o sustento que tinha, e os demais as sobras (v.4).
O Senhor Jesus segue o mesmo padrão do Pai. Na Parábola do bom Samaritano (Lc.10:25-37) dá uma aula como praticar atos de boas obras. Uma oferta  que não seja generosa e de coração Deus não se agrada. Deus não se agradou da oferta de Caim, como não se agradou da oferta de Ananias e de Safira. A oferta mais importante para Deus é a nossa própria vida, as demais coisas entram no processo.

9. Viver mordomia cristã é um processo que começa com 10% e termina com 100%.
Poucos cristãos começam suas vidas no 100% de entrega. Há um processo de crescimento a perseguir. A área financeira é a mais desafiadora. Quando iniciei minha caminhada cristã aos 11 anos não tinha renda, Meus pais que viviam de lavoura não tinham rendimentos mensais. O dízimo era praticado quando os produtos eram vendidos. Aos 14 anos comecei a ter meu salario iniciei dando o meu próprio dízimo. O meu primeiro teste,  por conta de crise econômica quando o salário atrasava, tirava um vale do valor do dizimo para que a minha igreja cumprisse com suas obrigações pagando o salario do meu pastor e as demais necessidades. Com o casamento minha esposa passou a ser uma grande parceira do Reino. No processo de crescimento em maturidade cristã, passamos a investir financeiramente, além dos dízimos, com ofertas missionárias, com ministério com casais, cerca de 20%, de nossos salários de aposentados. Temos a grata oportunidade de participar da equipe de treinadores do curso Crown da Universidade da Família. Há muito para crescer e experimentarmos uma entrega de 100%,  para Deus.

10. Dízimo - Nem da Lei nem da Graça, é Bíblico
Nos tempos de Abraão já se praticava o dizimo (Gn.14:18-24). Jacó fez um voto a Deus  em dizimar se Deus o abençoasse na sua jornada ( Gn. 28:20).  Até mesmo os povos pagãos praticavam o dizimo aos seus deuses. A minha vida é o dízimo principal para Deus. A minha entrega é a oferta mais importante para o Senhor Jesus. Não vivo para Lei, não vivo para a Graça, vivo para Jesus. A Graça me alcançou para Jesus. Jesus me alcançou para Deus ( leia I Cr 29:11,12).  Meu alvo:100% para Deus. O meu compromisso como cristão não é me acomodar com um simples dizimar; nem me conformar com a  graciosidade da salvação. Negar a mim mesmo, carregar  a minha própria cruz, inclui, sacrifício financeiro.

Refletindo:
Peço perdão por não dominar a matéria com mais clareza e entendimento. A minha contribuição é uma convicção firmada na própria experiência de vida. O ponto central é exercer uma mordomia cristã com fidelidade. Seja no pouco ou no muito o medidor é a fidelidade. Não creditamos as bençãos recebidas por sermos dizimistas convictos; mas na  fidelidade de Deus em nos amar em todas as circunstâncias. Não faço nenhuma ligação de  bênçãos materiais pela conduta de ser dizimista. Por falta de sabedoria e não consultar pessoas da área, amarguei prejuízos financeiros em fazer investimentos precipitados e com empresas não confiáveis. A minha convicção se baseia na seguinte tese: quando chegar, nos Céus, prefiro receber um grande puxão de orelhas do meu Jesus, por praticar o dízimo,  que receber um puxão de orelha,  por viver por tantos anos como crente e não ter contribuído com a salvação de almas. Toda prática legalista ou negligencialista afronta a santidade de Deus. Toda gestão eclesiástica que não contempla o juízo, a misericórdia e a fé, se encaixa na prática condenada por Jesus dos escribas e fariseus, não passa de ser uma hipocrisia religiosa.

Por amor a Cristo!