INCREDULIDADE, VÊ PARA CRER
“...não sejas incrédulo, mas crente.” João 20:27
Não dê lugar à incredulidade...
Já li esse texto algumas dezenas de vezes. Desta vez, porém, procurei lê-lo com um olhar menos crítico e mais reflexivo. E, sinceramente, vi-me como Tomé em muitos momentos da minha própria jornada cristã. Quantas vezes Deus já havia demonstrado Sua fidelidade e, ainda assim, eu quis novas provas?
Incredulidade não é o mesmo que precaução
Incredulidade é a resistência em confiar, mesmo diante de evidências, promessas e experiências que apontam para a fidelidade de Deus. Ela contesta, desconfia, questiona e, muitas vezes, exige que Deus prove novamente aquilo que já revelou.
Precaução, por outro lado, é agir com prudência diante de uma situação, avaliando fatos e consequências antes de tomar uma decisão. A precaução busca compreender; a incredulidade se recusa a confiar.
A incredulidade nos faz andar aos empurrões: precisamos de sinais, confirmações e garantias constantes. A fé, porém, aprende a caminhar mesmo quando ainda não consegue enxergar tudo. Faça o seu próprio teste:
O PERIGO DE VIVER DE PROVA EM PROVA
A incredulidade pode transformar uma experiência momentânea em um estilo de vida. Ela nos impede de descansar nas promessas de Deus e nos mantém presos à necessidade de novas provas. “Sem fé é impossível agradar a Deus.” - Hebreus 11:6. Exemplo: Tomé havia convivido com Jesus, ouvido Seus ensinamentos e testemunhado Seus milagres; ainda assim, diante do testemunho dos outros discípulos, exigiu uma prova pessoal.
JESUS NÃO PRECISA ESTAR SE REVELANDO A CADA ALTO DE INCREDULIDADE
Jesus mostrou Suas marcas a Tomé, mas não porque Sua ressurreição dependesse da aprovação de Tomé. Ele conhecia o coração daquele discípulo e encontrou-o justamente em sua fraqueza. A fé madura não exige que Deus repita constantemente aquilo que já revelou. As marcas de Cristo continuam sendo testemunho suficiente de Seu amor e de Sua obra. “Bem-aventurados os que não viram e creram.” - João 20:29. Tomé precisou ver para crer; Jesus o conduziu da necessidade de tocar para a realidade de confessar: “Senhor meu e Deus meu!”
O CRENTE TOMÉ PRECISA ARREPENDER-SE
Tomé não foi abandonado por Jesus por causa de sua incredulidade. Foi confrontado por Cristo e conduzido a uma fé mais profunda. Seu problema não terminou quando viu as marcas; terminou quando reconheceu quem Jesus realmente era. O arrependimento começa quando deixamos de justificar nossa dúvida e permitimos que Cristo confronte nosso coração. Tomé saiu da incredulidade para uma das mais fortes declarações de fé do Evangelho: “Senhor meu e Deus meu!” (João 20:28). Às vezes, Deus não quer nos dar uma nova prova; quer que reconheçamos aquilo que já sabemos sobre Ele e voltemos a confiar.
APLICAÇÃO À VIDA
Onde tenho colocado minha confiança: nas promessas de Deus ou na necessidade de novas provas? Preciso distinguir prudência de incredulidade. Talvez minha maior necessidade hoje não seja uma nova resposta, mas um novo posicionamento diante de Deus. Senhor, transforma minha dúvida em fé e minha resistência em confiança.
ORAÇÃO DE ARREPENDIMENTO
Senhor Deus, perdoa-me pelas vezes em que fui como Tomé e duvidei daquilo que já havias revelado. Perdoa minha necessidade constante de sinais quando Tua Palavra já me foi dada. Ensina-me a exercer uma fé prudente, madura e obediente. Que eu possa dizer, com todo o meu coração: “Senhor meu e Deus meu!” Em nome de Jesus, Amém.
“A incredulidade exige novas provas; a fé aprende a confiar nas marcas que Deus já deixou pelo caminho.”
Dc Arão C Salgado



