domingo, 8 de março de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

Minha Aliança com Deus Define Minha Reta de Chegada

“Em ti, Senhor, me refugio; nunca permitas que eu seja envergonhado.” (Salmo 71:1)

Ao chegar no Salmo 71 em minha leitura 93, algo me chamou atenção: O Salmo 71 tem algo a ver com minha história de vida. Permita-me compartilhar.

 A  minha  Aliança com Deus começou na minha infância 

O Salmo 71 é a oração de alguém que caminhou com Deus durante toda a vida. O salmista declara: “Tu és a minha esperança, Senhor Deus; a minha confiança desde a minha mocidade... Tu me sustentaste desde o ventre.” (v.5-6).  A aliança com Deus quanto mais cedo na vida iniciar mais sucesso terá no percurso.  Ela deve começar cedo, na juventude, e se fortalece ao longo da caminhada. Quem vive em aliança com Deus aprende, desde cedo, a confiar, depender e buscar refúgio no Senhor. A não é um recurso de última hora; a não substitui aliança é um recurso que nasce de um relacionamento dela.
.
Com o passar dos anos, a vida se torna testemunho do fruto dessa aliança

O salmista declara: “Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.” (v.7). Com o passar dos anos, a vida de quem anda com Deus se torna um testemunho vivo. As pessoas observam a caminhada, as lutas, as vitórias e percebem que há algo diferente: a mão de Deus sustentando cada etapa da jornada. A vida inteira se torna uma história que aponta para a fidelidade do Senhor.

 Quando os inimigos da fé  pensam que Deus nos abandonou eis que Deus está ali presente 

Em determinado momento o salmista relata que seus adversários diziam: “Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.” (v.11).  Quantas vezes, nas crises da vida, parece que estamos sozinhos.  Há momentos em que as circunstâncias fazem parecer que Deus se afastou. O recurso da aliança aparece nesses momentos hostis da vida - o salmista ora: “Ó Deus, não te alongues de mim; apressa-te em ajudar-me.” (v.12).

Como Salmista posso afirmar que Deus nunca abandona aqueles que vivem em aliança com Ele. Mesmo quando tudo parece silencioso, Deus continua perto, sustentando e guardando.

Na velhice, a aliança não termina — ela se renova.

Para você que está  entrando na velhice, já estar nela e desanimado, seja sincero e faça como o Salmista: “Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares.” (v.9). Se está, como eu, idade mais avançada, seja mais direto na sua oração:  “Agora, sendo velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que eu tenha anunciado a tua força a esta geração.” (v.18)

Na visão bíblica a velhice não é descartável, não é o fim da caminhada  espiritual. É uma nova etapa da aliança. Agora a missão é testemunhar às novas gerações aquilo que Deus fez ao longo da vida. É o que estou animado e encorajado em fazer.

Reflexão Diaconal para hoje

Essa reflexão alcançará pessoas de várias fases da vida. Quanto antes a aliança acontecer na sua vida mais segurança  para jornada que seguirá. Quando a aliança é  interrompida - por qualquer situação,  a fatura será pesada na velhice.

Na minha própria jornada, vivi momentos em que parecia que tudo estava chegando ao fim. Até ensaiei parar aos 70 anos. Foi nessa fase fértil da vida que criei um projeto pessoal 70 em 10.  Exatamente empolgado nos 70 em 10, os revezes também aparecem como parte do processo. Passei por: um acidente de carro em que o veículo teve perda total; duas cirurgias  de alto risco; uma pandemia, na qual perdi parentes, amigos e irmãos.  Foram momentos de dor e provação. Mas olhando para trás, percebo algo muito claro: em cada situação, o Senhor renovou a Sua aliança comigo. Assim como diz o salmista: “Tu, que me fizeste ver muitas angústias e males, me restaurarás ainda a vida.” (Salmo 71:20). Deus fez isso muitas e muitas vezes.
O Salmo 71 nos ensina que a aliança com Deus: começa cedo, atravessa todas as fases da vida, sustenta nas  tribulações, se renova na velhice, e termina em louvor.

'Quem vive em aliança com Deus descobre que toda a vida é guardada pela fidelidade do Senhor'

Dc Arão C Salgado

sábado, 7 de março de 2026

HOMENAGEM !

 

" Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de rubis" Provérbios 31:10 

O dia  8 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher.  Justa celebração.  Originalmente Deus criou a mulher dando a ela valor, importância e capacidade para exercer muitos relevantes papéis. 

Deus planejou e dotou a mulher de dons  extraordinários. Entre todos os dons concedidos, um dos mais sublimes é o privilégio de gerar vida. A maternidade revela algo profundo do coração de Deus: cuidado, entrega e amor sacrificial.

Deus não restringiu o papel da  mulher à  maternidade e as atividades do lar - que já são extraordinários.  Na Bíblia, há registros de mulheres sendo usadas por Deus em diversas áreas: como conselheiras, lideres, profetisas e cooperadoras na obra do Senhor.  Isso revela que a mulher foi criada com dons, inteligência, sensibilidade espiritual e capacidade de influenciar família, a sociedade e o Reino de Deus.

O que não podia faltar  nessa engenhosa criação de Deus é o seu papel de parceira e companheira idônea do marido, cooperando com ele na construção da família e contribuindo para o bem da sociedade.

Hoje, de forma muito especial, quero honrar algumas mulheres que marcaram profundamente a minha vida.
Honro minha mãe, já em memória, que foi instrumento de Deus na formação dos meus valores.
Honro também minha sogra, com seus 94 anos de vida, um testemunho de perseverança e muita  história de tataravó.
Honro minha esposa Elzi, mãe, avó, sogra, companheira de caminhada por  50 anos, parceira de vida,  fé e construção geracional.
Honro minha filha Anna Caroline,  mãe,  esposa   e  profissional exemplar. E honro também minhas noras Juliana e Melina, igualmente mães, esposas, profissionais exemplares

A todas as  devotadas mulheres, deixo uma palavra de encorajamento: não desistam dos sonhos que Deus colocou em seus corações. Cada uma de vocês carrega um propósito único. Deus continua levantando mulheres de fé, de coragem e de sabedoria para abençoar famílias, igrejas e gerações. 
Que o Senhor fortaleça cada mulher para viver plenamente aquilo que Ele preparou.
Parabéns a todas as mulheres! 
Vocês são presentes de Deus para o mundo.

Dc Arão C Salgado

sexta-feira, 6 de março de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Minha Prática Cristã Promove Unidade?


“Para que, unânimes, a uma só voz, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 15:6

Entendendo a importância da unidade...

Romanos 15:6 aprendemos que a unidade não é apenas convivência harmoniosa — ela tem um propósito espiritual: glorificar a Deus.

O apóstolo Paulo  escreve  aos crentes em Roma  - uma comunidade marcada por diferenças culturais e opiniões diversas - fazendo um apelo para que vivam em harmonia entre si.  Unidade não é ausência de diferenças. É maturidade para que Deus seja honrado acima delas.

Autoexame da Minha Consciência...

Preciso compreender que a  prática cristã não se mede apenas por dons ou atividades, mas pela forma como convivo no Corpo de Cristo. Perguntas como: Minha postura aproxima ou afasta? Minhas palavras curam ou inflamam?
Tenho preservado relacionamentos ou defendido apenas minhas convicções pessoais?


Minhas Necessidades  de mudanças...

Promover unidade exige escolhas conscientesNem todas minhas opiniões  precisam ser defendidas; nem todos meus  direitos precisam ser acionados; nem toda verdade deve ser dita sem amor. Uma lição de vidaÀs vezes, abrir mão revela mais força espiritual do que insistir. Preciso entender que minhas necessidades de mudanças não são sinais de fraquezas, mas um convite solene do Espírito Santo para crescer e amadurecer.

Necessidade  Geram Mudanças Intencionais...

Unidade é construída diariamente: Ouvir mais e reagir menos; resolver conflitos com sabedoria e discrição; valorizar o que nos une em Cristo; Orar antes de responder. Quem reconhece o que precisa mudar já começou a transformação.
Essa compreensão muda tudo: unidade não é automática -  é intencional, para hoje.

 Eu e o Outro

Paulo insiste em sua Epístola aos Romanos que a prática cristã se sustenta quando entendemos a necessidade de  suportar os fracos na fé. Isso significa caminhar no ritmo do outro, ter paciência com processos e agir com graça nas diferenças. Há dois caminhos:  Crescemos juntos.
Ou enfraquecemos separados.
Arão e Elzi Salgado


quinta-feira, 5 de março de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

 Estilos: Igreja Marta, Igreja Maria

“Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, andas inquieta e te preocupas com muitas coisas; entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.” – Evangelho de Lucas 10:41-42

O que Jesus nos Ensina: Aplicando à Igreja de hoje

Jesus frequentemente transformava situações comuns em lições espirituais. No episódio de Marta e Maria, em Lucas 10,
vemos dois estados do coração: Marta inquieta com muitas tarefas, e Maria tranquila aos pés de Jesus. A lição é clara: uma Igreja ativa como Marta precisa aprender a priorizar a presença de Cristo, e uma Igreja contemplativa como Maria não pode perder o senso do  serviço que envolve uma Igreja.

Marta tinha zelo como anfitriã. Ela cria que não receber bem poderia ser um mau testemunho. Seu serviço era sincero. O problema não era servir -  era a inquietação e a ansiedade no servir. Maria priorizava Jesus na sua vida. Ela assentou-se aos pés de Jesus para ouvir Sua palavra. Não era negligência, mas escolha de prioridade. Nenhuma das duas estava errada em essência. Servir é bíblico. Ouvir é essencial. O erro não estava na função, mas no desequilíbrio.

Jesus não repreendeu o serviço de Marta. Ele corrigiu a ansiedade, a inquietação e a inversão de prioridade. “Marta, Marta…” - é uma chamada carinhosa, mas corretiva. Ela estava tão ocupada com o que fazia para Jesus que deixou de desfrutar de Jesus. O problema não era a cozinha. Era o coração ansioso em agradar as pessoas.

Que Dicas Jesus está dando  nesse diálogo com Marta?   

O exemplo pode estar se repetindo em dois tipos de postura eclesiástica: Há Igrejas muito ocupadas em tarefas, eventos, agendas, estruturas -  preocupadas em agradar pessoas.
Há Igrejas focadas em ensino, doutrina, Palavra -  mas que podem descuidar do cuidado do rebanho.

Igreja saudável: Coração de Maria e as mãos de Marta

.  Comunhão Espiritual nos  prepara para o  Serviço cristão. 
.  O Serviço Cristão prepara para a missão ( Ef. 4:12-14).
.  Jesus, diante das multidões, ensinava a Palavra e também alimentava o povo ( cf Mt.14:13-21).

Aprendemos com  Jesus: Primeiro aos pés de Cristo, depois com as mãos no serviço e o coração na missão.

Cristo no Centro: Igrejas Qualificadas para a Missão

Quando Cristo é  centralidade da Igreja, diferentes estilos e formas de ser Igreja podem cooperar para a expansão do Reino de Deus, pois a diversidade de dons e ministérios, conforme em Efésios 4:11-13, edifica e qualifica o Corpo de Cristo e amplia o alcance da Grande Comissão ( Mt 28).  Quando a presença de Cristo é central: O serviço não vira ativismo. O ensino não vira academia teológica, a  prática de boas obras passa ser um estilo de todo cristão. A liderança não vira controle, o rebanho é conhecido pelo nome. 

Uma palavra aos pastores que militam na Igreja local

Imitem Cristo, não apenas processos ou modelos humanos. O chamado pastoral é, antes de tudo, cuidar bem do rebanho que o Senhor Jesus confiou, seguindo as recomendações do apóstolo Pedro em 1 Pe 5:2-4. Nesse tempo de tantas prateleiras e opções de ser Igreja a recomendação é: Repensem prioridades e honrem o chamado, servindo com amor, zelo e fidelidade ao Senhor e às pessoas.

Aplicação Diaconal para Hoje

A nós, diáconos e líderes de nossas Igrejas, transmito essa mensagem com muito amor: Sejamos colaboradores fiéis no cuidado do rebanho, servindo com humildade e disposição. Ao apoiar nossos pastores, criemos laços fortes de unidade, preservando a missão sublime da Igreja. Sirvamos com o coração de Cristo, sustentando a obra com amor, lealdade e espírito de cooperação. Se não estamos engajados assim, repensemos nosso chamado de ser diáconos.

"Uma Igreja saudável não escolhe entre Marta e Maria - ela serve como Marta, mas vive aos pés de Jesus como Maria".

Dc Arão C Salgado
Pós Graduado em Liderança Cristã

quarta-feira, 4 de março de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

 Escolho ser sincero ou prefiro contornar uma situação?

“Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não.” Mateus 5:37

A verdade confronta, mas trás libertação.

O profeta Natã não contornou o erro do rei Davi em 2 Samuel 12. Com sabedoria, contou uma história que levou o rei a refletir. Natã não criou uma história para contornar a situação, mas usou uma estratégia sábia para alcançar o coração do rei.

A verdade trouxe confronto, mas também arrependimento e restauração.  Se usasse o  contorno poderia preservar o momento; a sinceridade preservou o propósito.
Hoje o check-up é direto: Quando sou pressionado, escolho a sinceridade ou a conveniência?

Consciência  em preservar a sinceridade

Ser sincero não é ser agressivo. É alinhar coração, intenção e palavras. Outro exemplo - O profeta Samuel confrontou Saul de algo que fizera que desagradou o coração de Deus.  (1 Samuel 15). Saul tentou justificar sua desobediência com argumentos espirituais. Mas Samuel declarou: “Obedecer é melhor do que sacrificar.” Quando contornamos, enfraquecemos a consciência. Quando decidimos ficar com a verdade, preservamos sensibilidade espiritual.

Necessidades práticas para manter minha sinceridade

Existem situações delicadas? Sim. Devemos ser prudentes? Claro. Mas prudência, exemplo Natã,  não é omitir a verdade -
é saber como e quando dizê-la. Paulo confrontou Pedro em em duplicidade de comportamento (cf.Gl. 2).

Paulo não teve intenção de  ataque pessoal ao seu colega de ministério. Foi por zelo pela verdade do evangelho. Silenciar seria confortável. Mas falar foi necessário para preservar princípios maiores.

Mudanças: rever como penso e ajo.

Todos nós precisamos sempre estar revendo nossas ações. O próprio Davi é exemplo de mudança após confronto - Ao ouvir Natã, ele não se defendeu. Disse: “Pequei contra o Senhor.
Seu arrependimento foi real e transformador (cf. Salmos 51).

A verdade aceita em amor produziu:  
Quebrantamento, Confissão e Transformação.  A mudança começa quando paramos de justificar e começamos a reconhecer - nada além da verdade. A sinceridade constante gera: Credibilidade,  Autoridade espiritual, Paz na consciência. A verdade pode custar perda de  aplausos, mas preserva a alma.

Eu e o Outro

Relacionamentos saudáveis se constroem sobre confiança.
A omissão cria distâncias invisíveis. Quando escolho ser sincero, eu respeito o outro. Quando contorno, protejo apenas minha imagem.

'A verdade pode confrontar por um momento, mas a sinceridade preservada constrói caráter para toda a vida'

Arão e Elzi Salgado

terça-feira, 3 de março de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

Plano de Deus: Israel Nação & Israel Espiritual

Governo & Soberanias: Propósito e Missão 

O mundo está em guerra. O Israel como Nação está no cerne dessa crise  histórica no Oriente Medio. Sem entrar em questões escatológicas, cabe  uma reflexão cuidadosa do Governo e da Soberania de Deus no curso da história.

Para compreender o plano de Deus na história, é necessário distinguir dois aspectos revelados nas Escrituras:  O Governo e Saberania de Deus - Israel Nação e Israel Espiritual.

Deus levantou Israel  (linhagem de Abraão) como uma nação literal, com território, leis civis, sacerdócio e governo. O Israel Nação tinha um propósito claro: ser referência entre os povos, cabeça e não cauda, exercendo influência espiritual, moral e também estrutural no mundo antigo, debaixo de uma Teocracia -  Deus como seu Governante Supremo.

Com a revelação plena em Cristo, compreendemos o Israel Espiritual: todos aqueles que, pela fé, pertencem ao Senhor. Como afirma o apóstolo em Gálatas 6:16, existe o “Israel de Deus”, definido não por etnia, mas por fé, conduzido por um Reino Espiritual.

O Israel Espiritual não foi estabelecido para exercer governo político ou domínio territorial físico. Sua missão é expandir o Reino de Deus por meio do Evangelho, alcançando corações e formando discípulos. Sua territorialidade é espiritual; seu avanço acontece pela proclamação da verdade e pela transformação de vidas.

São governos distintos na essência e na prática: -  uma nacional, territorial e teocrática; outra espiritual e universal - mas ambas conectadas num plano global divino debaixo do Governo e da soberania do mesmo Deus.

O Israel Espiritual -   O Governo Espiritual, O Foco é Espiritual, O Alcance Jerusalém aos confins da terra (Mt 28:19-20)

O Israel Espiritual ( A Igreja)  perde  o foco de Missão  quando passa a assumir  atribuições que são  ligadas ao Israel Nação -  poder político, domínio físico ou busca por poder institucional.

Quando a Igreja perde sua vocação espiritual por uma agenda  envolvendo poder e estrutura,  enfraquece sua essência. Sua missão principal não é poder político, mas anunciar o Evangelho, fazer discípulos e manifestar o Reino de Deus nos corações. Sempre que a Igreja negocia sua identidade, ela perde clareza de propósito.

Reflexão Diaconal  para Hoje 

A Igreja é uma instituição espiritual e, ao mesmo tempo, um organismo vivo: formada por pessoas salvas em Cristo, que comungam da mesma fé e da mesma esperança, reconhecendo um único governo — aquele onde Cristo é o Cabeça. Paulo deixa claro em  Efésios 1:22-23, -  Cristo é o Cabeça da Igreja, e ela é o Seu corpo.

O governo da Igreja Militante no Mundo  se expressa por meio da Palavra, da comunhão e da direção do Espírito Santo. 
Nesse contexto, o  Israel Espiritual  é  um ministério agregador e conciliador ( 2 Co 5:18-20). Portanto, luta pela paz,  defende a liberdade valorizando pessoas e não estrutura de poder. Não  governa pela imposição, mas serve pelo exemplo. Não busca poder, mas promove edificação.

Governos diferentes no plano redentor divino. Missões distintas, porém um só propósito eterno: glorificar a Deus cumprindo fielmente a vocação espiritual da Igreja.

Dc Arão C Salgado
Pós Graduado em Liderança Cristã


segunda-feira, 2 de março de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Quanto Valorizo o Meu  Tempo Secreto com Deus?

“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto, e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” -  Mateus 6:6

O valor do secreto revela a intimidade com o Pai 

Aquilo que valorizamos dedicamos tempo. O secreto não é apenas um lugar físico, mas uma decisão espiritual diária.
Quando priorizo estar a sós com Deus, demonstro que Ele não é apenas parte da minha rotina - Ele é o Senhor da minha vida. Tempo com Deus não é peso religioso; é privilégio de relacionamento.

Consciência Cristã – Deus como Pai deseja intimidade com Seus filhos 

A vida cristã começa com uma verdade poderosa: Deus é Pai.
Em Romanos 8:15-16, aprendemos que recebemos o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: “Aba, Pai”. O próprio Espírito testifica que somos filhos de Deus.
Isso significa que Deus não deseja apenas nossa obediência - Ele deseja nossa comunhão e amizade. Ele não busca apenas servos produtivos, mas filhos que sentam à mesa.

Como Pai, Deus quer tempo de intimidade com Seus filhos.
Ele deseja ouvir a voz do filho, tratar as emoções do filho, alinhar o coração e revelar Sua vontade. Como Pai deseja que Seus filhos não busquem alternativas fora d'Ele, a exemplo dos dois filhos da parábola do filho pródigo de Lucas 15: o mais novo saiu em busca de outras aventuras, e o mais velho permaneceu na casa, mas não desfrutava da comunhão com o Pai.

Necessidade de Reorganizar Minha Agenda 

Se Deus é meu Pai, Ele não pode ocupar apenas o tempo que sobra. A correria da vida empurra o secreto para depois -  e o “depois” quase sempre não acontece. Reorganizar minha agenda é uma decisão espiritual. É decidir que o tempo com meu Pai terá espaço preferencial, protegido e inegociável.
Não é questão de ter tempo, é questão de estabelecer valor naquilo que para mim é mais importante.  Quem organiza o tempo revela quem governa o coração.

Mudanças Práticas que Preciso me posicionar

 Se eu não decidir criar o meu secreto com o meu Pai, amanhã pode não ter mais tempo. Preciso definir um horário específico e tratá-lo como compromisso inadiável.  Preciso limitar distrações que roubam minha atenção, especialmente as digitais. Preciso criar um ambiente que favoreça concentração, silêncio e leitura da Palavra. Preciso desenvolver disciplina, mesmo nos dias em que a vontade diz o contrário.  Espiritualidade madura não se sustenta por impulso, mas por constânciaPequenas mudanças diárias produzem profundidade ao longo do tempo.

Eu e o Outro 

O tempo que reservo com Deus molda o meu caráter. 
O Pai trata o orgulho, cura feridas e ajusta atitudes.
Quanto mais conscientes da paternidade de Deus, mais vivemos como filhos maduros - e isso transforma nossos relacionamentos.
Quem tem tempo com o Pai aprende a amar melhor as pessoas.

"Valorizar o tempo em secreto com Deus é reconhecer que o Pai deseja intimidade com Seus filhos, e que decisões práticas diárias são o caminho para uma vida espiritual profunda, constante e transformador". 

Arão e Elzi Salgado