segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

Autoridade Divina Não Tem Gênero.

 “Pois Deus não faz acepção de pessoas.” (Atos 10:34)

Texto Base: Juízes 4–5 ( Episódio Bíblico: Débora e Baraque)

O Agir de Deus na História Humana 

A Bíblia ensina que Deus não estabelece Sua autoridade com base em gênero, posição social ou força humana. Em todos os tempos, o Senhor levanta líderes conforme o Seu propósito, não conforme os critérios humanos. O período dos Juízes foi marcado por instabilidade espiritual, opressão e  escassez de líderes.

 Nesse cenário, o Senhor levanta  uma mulher, Débora, profetisa e juíza em Israel, exercendo autoridade espiritual, civil e moral sobre a nação de Israel.

Baraque era comandante militar, preparado para a guerra, mas dependente da direção espiritual. Deus comunica Sua  Soberania  por meio de  uma mulher, Débora, estabelece a estratégia e ordena a batalha. A  liderança de Débora não foi um levante feminino, mas delegação divina.

Liderança Divina Segue Princípios e fidelidade.

O princípio não é movido por gênero, por fidelidade.  No  princípio, Deus confiou a Adão a responsabilidade da liderança espiritual, enquanto Eva participava  como adjutora do projeto e das decisões. 

A queda de princípio não ocorreu por excesso de participação da mulher Eva, mas pela omissão do homem  Adão diante do mandamento divino a ele imposto. Deus deu o mandamento a Adão antes de Eva ser criada. ( Gn 2:16-17)

Essa  mesma quebra de princípio se repete no homem Acabe (I Reis 21). Sua falha começou na sedução, ambição e omissão.  
Ao se omitir, permitiu que  sua mulher Jezabel, influenciada por valores pagãos, conduzisse  as decisões  espirituais da Corte  afastando o povo da presença de Deus.

Em Atos 5, Ananias e Safira ilustram a parceria  do homem  e da mulher sem temor a Deus.  Em comum acordo, mentiram ao Espírito Santo. Não houve liderança responsável nem submissão piedosa, mas cumplicidade no pecado.

Em contraste, Áquila e Priscila  (Atos 18) revelam o modelo bíblico equilibrado: unidade, parceria e serviço. Caminham juntos, ensinam juntos e servem ao Reino sem disputa de autoridade, pois ambos estão submissos a Cristo. 

Reflexão Diaconal para Hoje..

Aprendemos com esses episódios que Autoridade no Reino  de Deus procede do chamado divino, não prioriza gênero mas obediência. 

A omissão espiritual gera perda de honra e de responsabilidadeParceria  do homem e da mulher sem princípios divinos não prosperam; quando ela é submissa a Deus edifica. Deus usa  homens e mulheres sensíveis à Sua voz.

Fica claro que Autoridade Divina não tem gênero - sempre conduzida por:   propósito, obediência e responsabilidade. Onde homens e mulheres se colocam debaixo da vontade de Deus, há ordem, liderança saudável e avanço do Reino.
 Dc. Arão C Salgado

domingo, 8 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Crescer na Fé sem Comparar com o Outro

Romanos 14:5 – “Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.”
 
À Luz do Texto de Rm 14:5

A comparação é uma das maiores ameaças da fé em crescimento. Passa uma mensagem de insegurança da própria identidade. A comparação  não nasce da falta de dons, mas da falta de convicção. Paulo ensina que a vida cristã saudável não se constrói olhando para o lado, mas olhando para Deus e para o chamado que Ele confiou a cada um.

Consciência Cristã

O primeiro passo do check-up da vida é a consciência espiritual. Preciso discernir se minha está sendo moldada pela convicção ou pela comparação.
Quando comparo minha caminhada com a do outro, deixo de assumir responsabilidade pela minha própria fé. A consciência cristã em crescimento entende que Deus trabalha em ritmos diferentes, com pessoas diferentes, sem cometer injustiça.
Fé saudável começa quando paro de medir minha espiritualidade pela régua do outro.

Necessidades - Desenvolver a fé

A maior necessidade do coração humano não é reconhecimento, mas segurança em Deus.
A comparação revela uma carência interior: a necessidade de validação. Quem está firmado no amor de Deus não precisa competir, porque já sabe quem é e a quem pertence.
Quando a fé é segura, a comparação perde força.

Mudanças Intencionais

A mudança prática e intencional  começa quando troco a pergunta: “Por que ele tem e eu não?
por “O que Deus espera de mim com o que já me deu?
Desenvolver uma fé de práticas de boas obras  é abandonar a ansiedade da comparação e assumir a responsabilidade da obediência diária. cresce quando foco em fidelidade, não em desempenho alheio.
Crescimento espiritual é alinhar expectativas humanas à vontade de Deus.

Eu e o Outro 

Na vida cristã, o outro não é referência de medida, mas de relacionamentoNão fomos chamados para competir, mas para edificar. Quando comparo, eu julgo; quando compreendo, eu sirvo. A fé madura honra o crescimento do outro sem diminuir o próprio caminho.

“A vida cristã  cresce quando vivo diante de Deus com convicção, e não diante dos outros com comparação.”

Arão e Elzi Salgado

sábado, 7 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

Quando o Líder Perde a Visão

Texto Base Juízes 16 e 17

“Então ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E ele despertou do seu sono e disse: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei. Porque não sabia que o SENHOR já se tinha retirado dele.” (Juízes 16:18–20)

A perda da visão é um processo lento e imperceptível

A perda da visão espiritual nunca acontece de forma repentina. Ela é um processo silencioso, alimentado por concessões pequenas, repetidas e não confrontadas. Sansão não perdeu primeiro os olhos físicos; perdeu a visão da missão, o discernimento do chamado e a sensibilidade à presença de Deus.

 A queda de Sansão  não começou em Dalila, mas em decisões anteriores não corrigidas. Onde o líder relativiza o pecado, a visão começa a se apagar. A força permanece por um tempo, mas a comunhão não espera. A autoridade de líder permanece  precariamente, mas não conta  com a presença de Deus.  Esse é o maior risco para a liderança espiritual: continuar fazendo a obra sem o Senhor da obra.

O líder quando dominado por uma paixão

O líder espiritual não é vencido primeiro pelos ataques externos, mas por suas próprias paixões. Desejos não dominados — sexuais, financeiros, de fama ou de poder — tornam-se portas abertas para a ruína espiritual.
Quando o líder deixa de vigiar seus anseios, começa a negociar princípios e a justificar concessões. O pecado nunca se apresenta como destruição imediata, mas como tolerância progressiva. E toda paixão não dominada acaba dominando o líder.

Equívocos teológicos:  “sempre haverá outra chance”.

Um equívoco teológico  recorrente é transformar a graça de Deus em permissividade. Deus é, sim, o Deus das novas oportunidades, mas Deus nunca relativiza a santidade nem ignora as consequências do pecado. Não somos nós que escolhemos  “outra chance”,  é Deus quem, soberanamente, decide  a quem, como e quando fazer isso.

Sansão, repetidas vezes,  acreditou  que poderia “sair como antes”, ignorando  que a presença de Deus  já havia se retirado dele. A queda sempre é um divisor de águas — quase sempre negativo.

Alguns líderes até realizam grandes ministérios depois da queda, mas nunca mais do que antes, nem da mesma forma. Quando algo ocorre, é fruto exclusivo da misericórdia de Deus, e não do carisma, da experiência ou do histórico do líder. A queda não promove; ela limita, marca e redefine o alcance do ministério.

A graça restaura o pecador arrependido, mas não apaga automaticamente os efeitos da queda nem restitui, por direito, a mesma confiança, autoridade ou influência.

Reflexão Diaconal para hoje

A maior cegueira de um líder não é perder os olhos, mas perder a consciência da dependência de Deus. O chamado não libera o caráter, e a unção não substitui a obediência.
Não é a ausência de dons que derruba um líder, mas a ausência de temor. Quando a visão espiritual se perde, a missão se distorce e a queda uma questão de tempo

Dc. Arão C Salgado

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

O Amor - A Moeda Que Nunca Desvaloriza

“Não  fiqueis devendo coisa alguma a ninguém, a não ser o amor de uns para com os outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei " Rm 13:8

Consciência Cristã Que Glorifica

Uma consciência cristã saudável não se limita ao que é lícito, mas ao que edifica. O amor purifica intenções e alinha atitudes à vontade de Deus, levando-nos a perguntar não apenas “posso fazer?”, mas “isso glorifica a Deus e alcança o outro?”.

Paulo apresenta o amor como a única dívida permanente do cristão. Todas as outras obrigações se encerram, mas o amor permanece, porque reflete o caráter de Deus. Ele não é sentimento passageiro, mas princípio ativo que governa a consciência, orienta decisões e regula relacionamentos. Onde o amor governa, a lei encontra seu pleno cumprimento.

Necessidades: Amar e Receber

O amor é a maior necessidade humana, e essa conta nunca se fecha. O próximo é sempre nosso maior credor. Amar é ir além do visível, perceber dores silenciosas e servir não apenas com recursos, mas com presença, revelando o caráter de Cristo. Aprofunde mais nesse tema lendo 1 Co 13.

Mudanças Intencionais

Onde o amor governa, há transformação. Relações são restauradas, posturas são revistas e o egoísmo perde espaço. O amor confronta o pecado com graça e promove mudanças que começam no interior e se manifestam em atitudes.

Para Hoje

Nenhuma mudança intencional começa amanhã. Amar é uma atitude para hoje - deve seguir como prática diária: No lar, na igreja, no trabalho e na sociedade.  O amor se expressa em gestos simples: respeito, paciência, perdão e serviço. O mundo não precisa apenas de palavras, mas de testemunhos vivos do amor de Cristo.

Eu e o Outro

O amor redefine nossa visão do próximo. Ele deixa de ser obstáculo e passa a ser missão. Amar é construir pontes, assumir responsabilidade espiritual e compreender que servir ao outro é parte essencial do nosso chamado cristão.

“O amor é a única dívida que nunca se quita — e quanto mais a assumimos, mais refletimos o caráter de Cristo.”

Arão e Elzi Salgado

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

A fraqueza Humana não Impede o Agir de Deus

Texto bíblico: Juízes 6:11–24

Juízes 6:12 – “O Senhor é contigo, homem valente.”


Limitações Humanas não são desculpas para Deus...

Gideão se vê pequeno, inseguro e escondido. Do ponto de vista humano suas limitações são reais, mas não são determinantes em nossa vida. Muitas vezes, porém, as limitações deixam de ser apenas fragilidades e passam a se tornar justificativas para a fuga do chamado

Sob o argumento do cansaço, da falta de tempo ou da incapacidade pessoal, o coração pode ser atraído por outras ocupações oferecidas pelo mundo.

Assim como Israel vivia sob o saque dos midianitas, hoje também existem “midianitas” que não roubam colheitas visíveis, mas saqueiam a , a esperança e o amor pela Obra de Deus. 

Quando o serviço ao Senhor é substituído por prioridades secundárias, a limitação já não é apenas humana — torna-se espiritual. O conforto  pessoal e da família passa ser prioridade e não o Reino de Deus. 

Deus Redireciona Seus  Líderes e Potencializa o Chamado...

Deus não nega a realidade de Gideão, mas redefine sua identidade. Ao chamá-lo de “homem valente”, o Senhor o convoca a sair do esconderijo e a se posicionar. O chamado divino não espera ausência de medo, mas decisão. A obediência precede a força, e o posicionamento antecede a vitória.

Reflexão Diaconal...

O ministério diaconal é constantemente desafiado por pressões externas e distrações internas. Quando o servo permite que a limitação governe suas escolhas, o serviço enfraquece. Mas quando se posiciona em fidelidade, mesmo em meio à fraqueza, Deus transforma escassez em provisão e medo em testemunho.

Para Hoje...

Discernir quando a limitação é real e quando virou desculpa.
Resistir aos “saques espirituais” que enfraquecem o compromisso com a Obra. Reafirmar o chamado por meio de obediência e fidelidade diária.

'As limitações pessoais podem nos levar ao esconderijo da insegurança ,da acomodação, dos ressentimentos; mas o chamado de Deus sempre nos convoca a sair do 'mundinho' das fraquezas -  servir e assumir com responsabilidade no Reino'. 

Dc Arão C Salgado

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

 Submissão Cristã Consciente

Texto-base: Romanos 13:1–5

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também por causa da consciência.” (Rm 13:5)

Entendendo uma Consciência  Cidadã 

É a compreensão responsável do papel do indivíduo na sociedade, exercendo direitos e deveres com ética, respeito às leis, senso de justiça e compromisso com o bem comum.
Para o cristão uma postura consciente, não omissa nem extremista, guiadas por valores morais e espirituais, reconhece que toda autoridade é permitida por Deus e que Ele continua Soberano mesmo quando autoridades humanas falham.

Check-up: Minhas atitudes são guiadas por convicção bíblica ou por reações emocionais?

Discernindo minhas Necessidades...

Diante de tanta deturpação moral e espiritual a necessidade do cristão buscar uma boa formação, equilíbrio e procurar ser sociável. Romanos 13 nos chama a obedecer com lucidez, sem idolatrar a autoridade, mantendo fidelidade absoluta a Deus.

Mudanças de Conduta...

A submissão consciente exige transformação interior. Deus nos chama a abandonar murmuração, linguagem de desonra e resistência carnal. Antes de mudar estruturas, o Senhor muda corações. O testemunho cristão se fortalece quando nossas atitudes refletem Cristo no cotidiano.

Eu o Outro  ( Igreja e a Sociedade)

A comunidade cristã, a Igreja, e seus membros exercem um papel relevante na sociedade. A participação necessária  de seus membros, por vezes política ou partidária, deve ser sempre resultado de escolhas conscientes, firmadas em princípios éticos, morais e espirituais, à luz da fé cristã.

A postura cristã não é  defendida pelo  pressuposto da individualidade; ela impacta o outro, preserva a ordem, edifica a comunidade e glorifica a Deus. Somos cidadãos do Reino vivendo com responsabilidade em um mundo fracionado e tendencioso.

Submeter-se por consciência é confiar que Deus governa a história, mesmo quando a autoridade humana falha.

Arão e Elzi Salgado

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

“Vida do Lider e Doutrina: dois pilares inseparáveis”

Texto-base: 1 Timóteo 4:12–16

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina;" (v.16a.)

Postura do Líder Espiritual 

A liderança cristã se sustenta sobre dois pilares inseparáveis: vida do líder e doutrina bíblica. Quando um deles é negligenciado, toda a estrutura espiritual da igreja é comprometida.

Foi por isso que Paulo, ao instruir Timóteo, não enfatizou cargo, idade ou autoridade institucional, mas o chamou a ser padrão dos fiéis, tanto no viver quanto no ensinar.

A doutrina preserva a verdade do evangelho; a vida do líder confirma essa verdade diante dos membros do Corpo. Uma liderança pastoral que ensina corretamente, mas vive de forma incoerente, perde credibilidade. 

Da mesma forma, uma vida aparentemente piedosa sem compromisso com a sã doutrina expõe a Igreja ao erro e à confusão de visão e propósito.

Paulo é enfático: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”. A vigilância começa no interior do líder, pois crises externas quase sempre refletem descuidos internos.
Onde esses dois pilares permanecem firmes, a Igreja é fortalecida; onde são relativizados, surgem fragmentações.

Desafios da Igreja Contemporânea 

Vivemos novos cenários que exigem discernimento constante. Preservar a identidade bíblica e a saúde doutrinária do rebanho tornou-se um grande desafio, diante da mobilidade e facilidade de transferências  de membros entre igrejas com teologias distintas, algumas mais   ortodoxas e outras mais liberais. 

A igreja, portanto, não é uma opção de facilidades, mas de compromisso de longo prazo. Não é lugar de glamour espiritual nem de consumo para satisfazer paladares pessoais; é um Corpo vivo, edificado pela fidelidade à Palavra e pelo compromisso coletivo.  

Comunidades saudáveis são formadas por líderes que sustentam os dois pilares e por membros dispostos a permanecer, crescer e servir.

Postura Diaconal 

No ministério diaconal, vida diaconal e doutrina se manifestam no zelo pela doutrina e no testemunho de vida. O diácono apoia e  fortalece a liderança pastoral quando vive aquilo que crê, protege a unidade da igreja e serve com fidelidade, humildade e temor a Deus.

A igreja permanece firme quando seus líderes sustentam, com integridade, os dois pilares: vida que confirma e doutrina que orienta.

Dc. Arão C Salgado