quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

 Submissão Cristã Consciente

Texto-base: Romanos 13:1–5

“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também por causa da consciência.” (Rm 13:5)

Entendendo uma Consciência  Cidadã 

É a compreensão responsável do papel do indivíduo na sociedade, exercendo direitos e deveres com ética, respeito às leis, senso de justiça e compromisso com o bem comum.
Para o cristão uma postura consciente, não omissa nem extremista, guiadas por valores morais e espirituais, reconhece que toda autoridade é permitida por Deus e que Ele continua Soberano mesmo quando autoridades humanas falham.

Check-up: Minhas atitudes são guiadas por convicção bíblica ou por reações emocionais?

Discernindo minhas Necessidades...

Diante de tanta deturpação moral e espiritual a necessidade do cristão buscar uma boa formação, equilíbrio e procurar ser sociável. Romanos 13 nos chama a obedecer com lucidez, sem idolatrar a autoridade, mantendo fidelidade absoluta a Deus.

Mudanças de Conduta...

A submissão consciente exige transformação interior. Deus nos chama a abandonar murmuração, linguagem de desonra e resistência carnal. Antes de mudar estruturas, o Senhor muda corações. O testemunho cristão se fortalece quando nossas atitudes refletem Cristo no cotidiano.

Eu o Outro  ( Igreja e a Sociedade)

A comunidade cristã, a Igreja, e seus membros exercem um papel relevante na sociedade. A participação necessária  de seus membros, por vezes política ou partidária, deve ser sempre resultado de escolhas conscientes, firmadas em princípios éticos, morais e espirituais, à luz da fé cristã.

A postura cristã não é  defendida pelo  pressuposto da individualidade; ela impacta o outro, preserva a ordem, edifica a comunidade e glorifica a Deus. Somos cidadãos do Reino vivendo com responsabilidade em um mundo fracionado e tendencioso.

Submeter-se por consciência é confiar que Deus governa a história, mesmo quando a autoridade humana falha.

Arão e Elzi Salgado

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

“Vida do Lider e Doutrina: dois pilares inseparáveis”

Texto-base: 1 Timóteo 4:12–16

"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina;" (v.16a.)

Postura do Líder Espiritual 

A liderança cristã se sustenta sobre dois pilares inseparáveis: vida do líder e doutrina bíblica. Quando um deles é negligenciado, toda a estrutura espiritual da igreja é comprometida.

Foi por isso que Paulo, ao instruir Timóteo, não enfatizou cargo, idade ou autoridade institucional, mas o chamou a ser padrão dos fiéis, tanto no viver quanto no ensinar.

A doutrina preserva a verdade do evangelho; a vida do líder confirma essa verdade diante dos membros do Corpo. Uma liderança pastoral que ensina corretamente, mas vive de forma incoerente, perde credibilidade. 

Da mesma forma, uma vida aparentemente piedosa sem compromisso com a sã doutrina expõe a Igreja ao erro e à confusão de visão e propósito.

Paulo é enfático: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”. A vigilância começa no interior do líder, pois crises externas quase sempre refletem descuidos internos.
Onde esses dois pilares permanecem firmes, a Igreja é fortalecida; onde são relativizados, surgem fragmentações.

Desafios da Igreja Contemporânea 

Vivemos novos cenários que exigem discernimento constante. Preservar a identidade bíblica e a saúde doutrinária do rebanho tornou-se um grande desafio, diante da mobilidade e facilidade de transferências  de membros entre igrejas com teologias distintas, algumas mais   ortodoxas e outras mais liberais. 

A igreja, portanto, não é uma opção de facilidades, mas de compromisso de longo prazo. Não é lugar de glamour espiritual nem de consumo para satisfazer paladares pessoais; é um Corpo vivo, edificado pela fidelidade à Palavra e pelo compromisso coletivo.  

Comunidades saudáveis são formadas por líderes que sustentam os dois pilares e por membros dispostos a permanecer, crescer e servir.

Postura Diaconal 

No ministério diaconal, vida diaconal e doutrina se manifestam no zelo pela doutrina e no testemunho de vida. O diácono apoia e  fortalece a liderança pastoral quando vive aquilo que crê, protege a unidade da igreja e serve com fidelidade, humildade e temor a Deus.

A igreja permanece firme quando seus líderes sustentam, com integridade, os dois pilares: vida que confirma e doutrina que orienta.

Dc. Arão C Salgado

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

DEUS, SOBERANIA  E AUTORIDADE HUMANA

“Toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas.” Romanos 13:1

CONSCIÊNCIA  -  AUTORIDADE  HUMANA  

A consciência cristã madura reconhece que a autoridade não nasce do homem, mas da Soberania de Deus. Paulo encoraja  os cristãos em Roma a permanecerem firmes na fé, ensinando que, mesmo sob a autoridade de governantes pagãos e por vezes cruéis, Deus continua soberano e no pleno controle da história. Submissão bíblica não é exaltação do poder humano, mas reverência ao Deus que governa acima dele.

SOBERANIA DE DEUS NA HISTÓRIA

As Escrituras revelam que Deus sempre conduziu a história constituindo e destituindo reis. Ele usou Nabucodonosor, um rei pagão e cruel, como instrumento de juízo para disciplinar Seu povo, chamando-o de “meu servo”. Posteriormente, levantou Ciro, também pagão, e o chamou de “meu ungido”, usando-o para libertar Israel e conduzi-lo de volta do exílio. Esses exemplos mostram que nenhuma autoridade é absoluta: todas estão debaixo do governo soberano de Deus, que dirige a história segundo Seus propósitos eternos.

Necessidades e Mudanças...

O Check-up da Alma revela que a dificuldade em lidar com autoridades muitas vezes expõe uma crise de confiança na Soberania Divina. A necessidade de mudança é interior: abandonar a rebeldia, a murmuração e o controle próprio, para desenvolver uma submissão consciente, humilde e responsável. Submissão bíblica é ativa no Deus que reina sobre a história. As vezes, a chamada submissão não nasce da obediência, mas da dependência: a pessoa se submete por medo de perder um benefício, um cargo ou uma função.

EU E O OUTRO

Quando compreendo que Deus governa a história e as autoridades humanas, passo a contribuir para a ordem, o testemunho e a edificação do Corpo de Cristo. Minha postura diante da autoridade influencia o ambiente espiritual e fortalece a caminhada do outro.

“Quem confia que Deus governa a história aprende a lidar com a autoridade sem perder a fé.”

Arão e Elzi Salgado

domingo, 1 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

A BÍBLIA: CONTINUA INSUBSTITUÍVEL E INERRANTE


Testemunho Pessoal:

Não sou teólogo de formação, nem especialista em egesese bíblica. Sou apenas um leitor que aprendeu a amar a Biblia. Minhas reflexões nascem mais da vivência diária e contínua  com a Palavra do que do preparo acadêmico. Posso afirmar que é impossível estando no curso da  93 leitura da Bíblia sem ter algo a testemunhar: a bíblia continua viva, insusbstituível e absolutamente suficiente e confiável. 


A Bíblia: Não subestime, não Adultere.

A Bíblia não é apenas um livro religioso; ela é a revelação perfeita da vontade de Deus. Por isso, o Senhor adverte com firmeza: nada deve ser acrescentado, nada deve ser retirado. Onde a Palavra é relativizada, a fé se enfraquece; onde ela é honrada, a Igreja permanece firme.

Deuteronômio 12:32 estabelece um princípio imutável: a Palavra de Deus é completa e suficiente. Apocalipse 22:18–19 reforça essa verdade com seriedade solene, mostrando que mexer nas Escrituras é afrontar a autoridade do próprio Deus. A Bíblia é inerrante porque procede de um Deus perfeito e é insubstituível porque nenhuma outra fonte revela a verdade com o mesmo poder e pureza.

Liderança espiritual deve se posicionar em defesa das Escrituras.

A liderança espiritual é chamada a guardar a Palavra, não a remodelá-la. Em tempos de relativismo, o líder fiel não negocia princípios para agradar pessoas ou se alinhar à cultura. Defender as Escrituras é um ato de coragem, fidelidade e amor ao Corpo de Cristo.

Reflexão Diaconal, Para Hoje.

O diaconato serve à Igreja com base na verdade. Quando a Palavra é preservada, o serviço é puro; quando ela é diluída, o serviço perde direção. O diácono é guardião da prática saudável da fé, servindo com mãos humildes e convicções firmes.
Somos chamados a viver sob a autoridade total das Escrituras. Não adaptar a Bíblia ao nosso estilo de vida, mas ajustar nossa vida à Bíblia. A Igreja permanece relevante não quando muda a Palavra, mas quando é transformada por ela.

' A Palavra  distorcida desvia; a Palavra lida, compreendida e obedecida conduz ao mais alto propósito'.

Dc. Arão C Salgado

sábado, 31 de janeiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Diferentes em dons, unidos em propósito

“Assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros.”
(Romanos 12:5 – Almeida)

Entendendo o Propósito dos dons espirituais...
Romanos 12:5  nos ensina que a fé cristã não é individualista, mas congregacional: Em Cristo somos um só corpo, e pertencemos uns aos outrosDeus não concede dons espirituais para ornamentação espiritual, mas para edificação do Corpo ( cf. Ef.4:11-14). Onde o dom é negligenciado, o corpo sofre; onde o dom é exercido corretamente, a igreja cresce em maturidade, unidade e amor.

Consciência.... 
A consciência cristã  no check-up da Alma é a capacidade de discernir a própria vida à luz da verdade bíblica. Romanos 12:2 nos ensina que essa consciência nasce da mente renovada e reconhece que pertencemos a Cristo e ao Seu CorpoNenhum dom espiritual é concedido para ser desenvolvido de forma isolada ou alienado da comunhão. É no Corpo que o dom amadurece, encontra equilíbrio e cumpre seu propósito de edificação mútua.

Necessidades... 
Toda necessidade exige uma atitude de  mudança  e começa da renovação da mente porque o exercício do dom exige transformação interior.

Avalie essas três necessidades:
De comodismo para compromisso;
De espectador para cooperador;
De conveniência pessoal para obediência à vontade de Deus;

Sem mudança de mentalidade, o dom existe, mas não frutifica. A mente renovada ativa o dom de forma saudável.

Mudanças...
A mudança é de posicionamento: do individualismo para o Corpo. Abandonar a ideia de autonomia espiritual. Não fomos chamados para operar dons isoladamente. O dom só encontra sentido pleno quando serve ao Corpo de Cristo. Onde há individualismo, o dom se desvirtua; onde há corpo, o dom se aperfeiçoa. 

Pergunte para si mesmo: Alistei as minhas necessidades,  como farei para me posicionar às mudanças?

Eu e o Outro...
No Corpo de Cristo, o 'eu' só encontra sentido quando caminha com o  'outro'. Deus distribui dons diferentes, não para competição, mas para cooperação. Cada dom revela uma função -  juntos manifestam um único propósito: glorificar a Cristo e edificar a Igreja.

“No Corpo de Cristo, o dom espiritual não é opcional: é responsabilidade, serviço e edificação.”

Arão e Elzi Salgado

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 


Testando o  Meu ' Se Possivel'...

Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todos.” (Romanos 12:18)

Consciência

O 'Se possível' de,  Romanos 12:14–21, Paulo revela que a ética cristã nasce da entrega total a Deus apresentada no início do capítulo. O crente que se oferece como sacrifício vivo não vive segundo o padrão do mundo, mas segundo a mente renovada por Cristo. Esse 'padrão ético e espiritual' muda o meu ' se possível'. 

A consciência espiritual amadurecida entende que não revidar o mal não é fraqueza, mas expressão de confiança na soberania de Deus como justo juiz. Ao abdicar da vingança, o cristão preserva a santidade pessoal e a unidade do Corpo de CristoÉ nesse terreno que o evangelho se torna possível e visível.

Mudanças que transformam...

O Check-up da Alma confronta uma mudança essencial: sair da justiça retributiva para a justiça confiada a Deus. Paulo não propõe passividade, mas obediência ativa ao Reino. Vencer o mal com o bem é agir deliberadamente segundo um padrão superior, fruto da transformação interior. A fé madura troca reações impulsivas por respostas guiadas pelo Espírito, demonstrando que Cristo governa o coração. A seguir: Reflita sobre possíveis mudanças que o Espírito Santo está revelando a você.

Para Hoje...

Aplicando o meu 'se possível' na prática:
Buscar a paz no que depende de mim;
Confiar a Deus o julgamento e não assumir Seu lugar;
Escolher atitudes que reflitam o evangelho mesmo sob pressão;

Hoje, o meu possível é provado quando sou desafiado a responder de forma diferente do esperado.

Eu e o Outro...

Nos conflitos, o “eu” é chamado a se submeter a unidade do Corpo. Relacionamentos saudáveis não ignoram tensões, mas as enfrentam com graça, verdade e mansidão.  Foi assim que Moises venceu sua missão no deserto. Não somos juízes do outro, somos testemunhas de Cristo diante dele.

'se possível' na unidade do Corpo de Cristo se revela quando escolho  obedecer a Deus mesmo quando o conflito me provoca a reagir o contrário. 

Arão e Elzi Salgado

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

O Pecado de Ontem, de Hoje — O Resultado Não Muda.

Texto base: Josué 7; Apocalipse 2:14–16

 “Israel pecou… por isso não poderá resistir aos seus inimigos” (Js 7:11–12)

 O Pecado só muda a sua forma 

O pecado que trouxe derrota a Israel em Ai não foi apenas um fato histórico, mas um princípio espiritual permanente. O anátema escondido no arraial produziu o mesmo efeito que sempre produz: interrupção do avanço, enfraquecimento da autoridade e derrota diante de desafios que pareciam pequenos.

Ontem, em Israel, foi a desobediência silenciosa. Hoje, na Igreja, o pecado muitas vezes é relativizado, tolerado ou ignorado. Os contextos mudam, as gerações passam, mas o resultado espiritual permanece o mesmo: Deus não permite avanço onde o pecado não é tratado.

Ontem em Israel, Hoje na Igreja

Israel havia vencido facilmente Jericó, mas foi derrotado facilmente em Ai. Não por falta de promessa, nem por falta de pessoas e estrutura, por falta de santidade. 
A vitória  tranquila de Jericó não garantiu avanço de conquista enquanto o pecado permanecia oculto.

Na igreja de Pérgamo, Cristo reconhece obras, fidelidade e perseverança, mas confronta a tolerância ao pecado. A igreja continuava ativa, mas espiritualmente comprometida. Assim como em Israel, a obra seguia, mas o avanço estava bloqueado. “Tenho, porém, contra ti algumas coisas…” (Ap 2:14)

Quando a Liderança deixa de Consultar a Deus.

Em Ai, a liderança não consultou o Senhor antes da batalha. Em Pérgamo, líderes permitiram a permanência de doutrinas que Deus reprovava. Em ambos os casos, o problema não foi ignorância, mas autossuficiência. Quando isso ocorre a liderança até parece eficiente, mas deixa de ser espiritual. Discernimento não nasce da razão isolada, mas da dependência constante de Deus. A estrutura não corrige o pecado,  o atraso da Obra  será inevitável.
 
O pecado  de ontem produziu derrota: “Levanta-te! Israel pecou.” (Js 7:10–11.  O pecado de hoje  não confrontado  produz  contaminação e estagnação. 

Reflexão Diaconal
Zelo que Gera Avanço: O diácono é chamado a preservar o ambiente espiritual da igreja. Servimos mesas, cuidamos da ordem e apoiamos a liderança pastoral, mas temos compromisso em zelar pela santidade do Corpo.

Aplicação para Hoje..
O pecado de ontem e de hoje muda de forma, mas não muda de resultado. Onde é tratado, há restauração; onde é tolerado, há atraso espiritual. O Deus de ontem é o Deus de Hoje: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:16)

Dc Arão C Salgado