domingo, 15 de fevereiro de 2026

ESPECIAL: A FORÇA EVANGÉLICA NO BRASIL

 

A Força Evangélica no Brasil: Responsabilidade, Influência e Missão

Texto Base: Mateus 5:13-16

"Vós sois o sal da terra… vós sois a luz do mundo."

Inicio essa reflexão deixando claro que não se trata de apologia à fé cristã nem de defesa de qualquer projeto político partidário. O propósito é promover uma análise consciente e responsável acerca da presença evangélica no Brasil.  Levantar dados e elementos confiáveis do quanto contribuímos   para nossa Nação em vários sentidos e segmentos.

1. Levantamentos de dados: Fonte Oficial e Recortes Econômicos.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, os evangélicos representam aproximadamente 26,9% da população brasileira, cerca de 47 milhões de pessoas.

Isso significa que mais de 1 em cada 4 brasileiros se declara evangélico. Esse número não é apenas estatística.  É uma força  espiritual, produtiva  e social. Nos sentimos partícipes tanto dos avanços como das responsabilidades.

2. A Força Evangélica nos Setores Estratégicos da Nação: 

2.1 No Agronegócio

O agronegócio representa cerca de 23% a 25% do PIB brasileiro. Nas regiões Centro-Oeste e Norte — onde o agronegócio mais cresce — a presença evangélica também é significativa. Segmentos: Produtores rurais. Trabalhadores contratados e profissionais  terceirizados.   Empresários produtores. Lideranças comunitárias fortes.

 O setor produtivo evangélico atua de forma estratégica e intencional: defendendo pautas como a preservação dos valores da família, da cultura, da fé cristã, da educação sem viés ideológico e da ação social sem assistencialismo.  

Fica a pergunta:  Como mensurar essa  força pujante evangélica  na construção de nosso País?

 2.2 Na Indústria

Embora não haja dados  específicos da participação efetiva  evangélica nesse setor da economia,  o que se sabe: Quase 27% da população economicamente ativa pode ser evangélica. A fé cristã  tem compromisso pela ordem, justiça e liberdade responsável. Prima por valores inegociáveis,  como: Disciplina, pontualidade, compromisso com a ética e promover a paz. São princípios Bíblicos que não devem ser negligenciados por nenhum cristão sobre qualquer pretexto.

Reconhecemos que, entre nós evangélicos, ainda há carência de qualificação humana e profissional especialmente em áreas fundamentais como formação técnica, acadêmica e busca pela excelência. 

Nós, evangélicos, cremos que a fé deve caminhar lado a lado com a competência. A Bíblia nos apresenta exemplos claros como Daniel, José e Ester  - homens e mulheres que uniram temor a Deus, preparo, sabedoria e excelência em suas responsabilidades, em momentos difíceis da história de suas vidas.

2.3 No Comércio e no Empreendedorismo

Segundo levantamento econômico o  mercado chamado “gospel” movimenta aproximadamente R$ 21,5 bilhões por ano

Isso incluiEventos, Mídias, Editoras, Turismo, Produção Cultural e Cinematográfico.

Além disso, muitos pequenos negócios surgem no contexto das Igrejas e Denominações, evidenciando sua influência no fomento econômico das comunidades.

Vale ressaltar que a força evangélica, além de sua missão principal - expandir o Reino de Deus -, também assume compromisso com a democracia, a preservação de valores e liberdade com responsabilidade.

2.4 Na Participação Política

A Frente Parlamentar Evangélica reúne mais de 200 parlamentares entre deputados e senadores. Os números de representantes são ainda  mais expressivos se somados as cadeiras nos Legislativos Estaduais e Municipais, os que ocupam cargos de prefeitos e subprefeitos  e  outras funções públicas relevantes.

Entretanto, é importante ressaltar:

Não há como negar que a força evangélica é uma realidade histórica. Contudo, ela não pode estar dissociada da missão da Igreja. Como Instituição divina e espiritual, a Igreja milita no mundo sem vínculo com a política partidária, compreendendo que a atuação política é responsabilidade de seus membros, excercida de forma bíblica e fiel aos princípios cristãos. 

A igreja existe para influenciar com princípios.  Entendermos que  a política é um campo de missão, mas não pode se tornar o centro da fé

O seu exército de membros se espalham pelas instituições públicas e privadas, nos negócios e na prestação de serviços, com o propósito de testemunhar a fé, sendo 'sal e luz do mundo' (Mt 5:10-13).

A  Força Evangélica na Contribuição Social

A presença evangélica se manifesta em várias frentes sociais:

Por meio de um amplo programa social consistente há um contingente de voluntários e profissionais especializados, atendendo as comunidades oferecendo  serviços e assistências  material,  saúde, emocional e espiritual.

Desafios que nós Evangélicos Precisamos Enfrentar

Nem tudo está no nível desejado. Parte significativa da comunidade evangélica encontra-se nas classes C, D, e E, enfrentando desafios socioeconômicos reais.

Essa vulnerabilidade social pode abrir espaço para assistencialismo manipulador e interesses eleitorais. Ao mesmo tempo, a promessa de prosperidade imediata, sem disciplina, trabalho árduo e dependência de Deus, contraria o ensino Bíblico ( Pv 6:6-11; Gl 6:7-9.

Quando  expectativas reais não se cumprem, muitos se frustram e até se afastam da fé.

É papel da Igreja cuidar de seus membros, sem promover assistencialismo contínuo. Também deve zelar para que não se tornem dependentes de políticas públicas que não incentivem o trabalho, a responsabilidade e a qualificação.

Um tempo para refletir...

A reflexão é:  Essa força que somos em números, Somos também  em Representação efetiva e em transformação de Nosso Brasil?

Somos: 27% da população… Mas somos 27% da solução?

EstamosElevando o nível moral, ético e de justiça da nação?

Qualificando pessoas? Promovendo reconciliação?  Fortalecendo famílias? Formando líderes íntegros?

Seremos uma  força evangélica  propulsora quando o   mundo nos vê: Espiritual. Ético. Educacional. Socialmente  responsável.    Politicamente consciente, mas não partidarizada e ideológica. Quando zelamos pela integridade da  Igreja da qual compartilhamos  a nossa fé. 

Somos Cidadãos do Reino:

Somos sal, precisamos preservar.

Somos luz, precisamos iluminar.

Não basta ser Evangélico: Somos quase um terço da população, precisamos ser um terço da transformação.

A força evangélica no Brasil é real. Mas o que dará legitimidade a essa força não será o número, nem o PIB, nem a bancada política: -  Será o caráter.

Podemos ter a força de um Sansão nas mãos de uma Dalila chamado Sistema Político. 

Que Deus nos encontre não apenas numerosos…

Mas fiéis.Amém!

 Por uma Pátria Livre "Cujo Deus é o Senhor'.

 Arão Coelho Salgado

Diácono e membro da Primeira Igreja Batista Campo Grande MS

sábado, 14 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Minha Fé Edifica, Faz Tropeçar ou Escandaliza um irmão?

“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus. Portanto, não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomemos o propósito de não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” Romanos 14:12–13.

Consciência alinhada a uma fé edificante 

O texto de Romanos  nos conduz a um exame profundo da consciência cristã. A verdadeira maturidade espiritual não se revela apenas na liberdade que possuímos, mas na responsabilidade com que a exercemos.

Uma consciência alinhada a uma fé edificante reconhece que nem todos caminham no mesmo ritmo espiritual. O que para alguns é convicção madura, para outros pode ser motivo de escândalo.

Paulo nos chama a avaliar não apenas se algo é permitido, mas se aquilo edifica. Fé que edifica não insiste em direitos, escolhe proteger o outro. Não busca provar quem está certo, mas preservar quem está fraco.

Necessidades e Mudanças

Necessidades: Sensibilidade espiritual para perceber o impacto das minhas atitudes. Discernimento entre convicções pessoais e verdades essenciais da fé. Humildade para limitar a própria liberdade em favor do outro.

Mudanças: Trocar o julgamento pela edificação. Substituir a imposição pela compreensão. Viver uma fé que considera o outro antes de agir.

Eu e o Outro 

No Corpo de Cristo, não há nenhuma possibilidade de vive a de forma isolada e descomprometida. Minha consciência diante de Deus deve produzir caminhada com o irmão.

Uma saudável sustenta, fortalece e protege. Ser espiritual não é afirmar a própria maturidade, mas agir de forma que o outro permaneça firme sem achar motivos para desvanecer.

Check-up para  hoje... 

 Minha consciência tem conduzido a uma fé que edifica ou que faz tropeçar ou escandalizar um irmão fraco?

Arão e Elzi Salgado


 


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

O Deus da Arca da Aliança é o Mesmo Deus  da Igreja

Textos-base:
1 Samuel 3–6 | Cartas às Igrejas do Apocalipse (Ap 2–3)

"Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te." Apocalipse 3:19

Um Deus Que Reivindica  Zelo do Seu Povo ...

Deus não mudou. O Deus que se revelou junto à Arca da Aliança é o mesmo que anda no meio das Igrejas em Apocalipse. A aliança continua, o ZELO permanece e a responsabilidade espiritual também.

Em 1 Samuel 3–6, a Arca da Aliança representava a presença, a santidade e a autoridade de Deus. Israel acreditou que poderia defraudar o sagrado sem desonrar a santidade de Deus.  O resultado foi derrota, vergonha e juízo.

Em Apocalipse, Cristo se apresenta às igrejas como aquele que , avalia, corrige e disciplina. A igreja é agora o lugar visível da Sua presença, continua exigindo fidelidade.

Deus  Não Negocia  o Que é  Consagrado a Ele 

Deus não tolerou irreverência diante da Arca, nem tolera uma igreja que perde o temor e a prática do primeiro amor. A santidade  de Deus não se negocia,  e o serviço ao Senhor não admite práticas profanas.  

Os líderes são mais responsabilizados...

Os sacerdotes Hofni e Fineias foram julgados não apenas por seus pecados pessoais, mas por profanarem o serviço sagrado.  Da mesma forma, em Apocalipse, pastores e líderes são advertidos: omissão, tolerância ao erro e perda do primeiro amor têm consequências espirituais. O mais grave abre brechas para o mundo se Apropriar do Sagrado.
Os filisteus tomaram a Arca como troféu, mas descobriram que tocar no Sagrado atraem para si maldições e pragas.

Hoje, quando a igreja se molda ao mundo, transforma a em espetáculo ou conveniência, o resultado é enfermidade espiritual, perda de autoridade e dispersão do povo.

Má administração do sagrado gera:
Perda da glória
Enfraquecimento da liderança e da família
Escândalo público
Juízo disciplinar

Sacerdotes ontem, pastores, diáconos e líderes de hoje: Deus continua levando a sério quem toca ou Negocia Naquilo que é d’Ele. Os sacerdotes não podiam fazer  o que  queriam da Arca da Aliança, a mesma  disciplina vale para líderes espirituais que cuidam da Igreja da Nova Aliança. Somos  todos  mordomos  e não  donos. Nossa função é guardar, honrar, ensinar e viver aquilo que representamos.

Reflexão Diaconal para Hoje

O diácono é guardião da reverência, do serviço e do testemunho. Servir sem temor e zelo é ativismo. Servir com temor e zelo é ministério aprovado

“Deus não divide Sua glória, nem negocia Sua santidade: quem serve na Nova Aliança deve viver à altura da presença que carrega.” 

Dc Arão C Salgado

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

Mente Cauterizada: Perda de Sensibilidade da Consciência.

“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias…” Romanos 14:5a.

Entendendo o texto...

Paulo nesse texto  não está discutindo calendário, datas ou rotinas religiosas. Ele está tratando de algo mais profundo: discernimento espiritual. O problema não é pensar diferente, mas pensar sem consciência, sem critério, sem convicção diante de Deus.

.Consciência cauterizada perde sensibilidade

Uma mente  começa a se cauterizar quando a consciência deixa de discernir. Já não pergunta: isso agrada a Deus?
Apenas repete hábitos, opiniões e comportamentos:
Confunde liberdade com indiferença espiritual

Quando Paulo diz: “cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente”, ele aponta para uma consciência ativa, sensível e responsávelnão cauterizada.

Necessidades de rever o meu  estado consciente 

Uma mente saudável revisa conceitos; uma mente calcificada resiste qualquer revisão e mudança. Não ouve mais correção.
Interpreta confronto como ataque. Prefere duplicidade à verdade. Muitas pessoas continuam na igreja, mas pararam de permitir que Deus transforme sua maneira de pensar.

 Rm 12:2 nos lembra que a vida cristã é transformacional, porque o mundo muda, os contextos mudam, e a precisa discernir o que é bom, agradável e perfeito.

Mudanças que transformam e edificam

Paulo ensina que maturidade espiritual produz opinião definida, não confusa.  Saber o que é certo e errado.
Discernir o que convém e o que não convém. 
Ter convicções dentro de um padrão bíblico, mesmo quando outros pensam diferente.
Mente saudável não é a que concorda com todos, mas a que se submete à verdade.

 Eu e o Outro

Romanos 14:5  mostra que uma mente calcificada afeta relacionamentos. Não percebe que fere. Não nota que escandaliza. Não avalia o impacto das próprias escolhas.

Uma consciência sadia pensa assim:
“Isso edifica ou enfraquece meu irmão?”

O maior perigo não é pensar diferente, é parar de discernir.

Check-up da Alma: Minha mente está sensível à voz de Deus ou já endurecida pela repetição, pela acomodação e pela falta de confronto com a verdade?

Arão e Elzi Salgado

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

Vida Social do Pastor Ministério Integral:  Nem (-), Nem (+).

A Reflexão Diaconal levantará uma questão pouco enfrentada com honestidade na prática cristã: a vida social, financeira e familiar do pastor. Um tema bíblico e pertinente. Entre dois extremos perigosos (-) ou (+),  a Igreja - muitas vezes -  desconsidera o  equilíbrio.  

O que se vê na prática: pastores vivendo uma vida social  acima da realidade, desconectado  do seu rebanho,  e pastores  vivendo um estilo de vida social abaixo do que a Igreja pode oferecer.

Essa distorção é visível. Pode estar  ocorrendo  por conta da omissão do próprio pastor, da ignorância de conhecimento dos membros  ou da distorção da verdadeira mordomia cristã.

Os extremos ferem o princípio do equilíbrio e da responsabilidade coletiva.

A Escritura não normatiza a pobreza, nem legitima a ostentação. Ela aponta para honra, dignidade, contentamento e responsabilidade.

1. “Duplicada honra”: o que a Bíblia realmente ensina?
“Devem ser considerados merecedores de dupla honra os presbíteros (pastores)  que presidem bem, especialmente os que se afadigam na palavra e no ensino.” (1 Timóteo 5:17).
Quando a Bíblia diz:  “duplicada honra”,  envolvem aspectos inseparáveis: Honra moral; Respeito público;   Reconhecimento espiritual; Proteção da reputação ministerial. 
Honra materialSustento digno; Estabilidade financeira; Condições adequadas para viver e servir.

Paulo reforça um princípio universal: “O trabalhador é digno do seu salário.”  Portanto, honrar o pastor não é favor, é princípio bíblico e universal. Negligenciar isso não é sacrificar pelo Evangelho  — é injustiça espiritual e social  institucionalizada.

O silêncio pastoral sobre ensinar  mordomia cristã: uma omissão velada e  real.

Muitos pastores deixam de ensinar mordomia cristã não por falta de conhecimento, de  convicção bíblica, mas por medoMedo de parecer interesseiro; Medo de líderes maldosos; Medo de membros avarentos;  Medo de interpretações distorcidas

O resultado é grave:  Igrejas que não crescem em generosidade; Igrejas emocionalmente imaturas; Pastores que sofrem as consequências financeiras na sua família,    Ministérios fragilizados que não avançam. 
O silêncio sobre não ensinar mordomia não protege o pastor — adoece a igreja.

 Quando o pastor se torna gestor financeiro e administrativo 

A prática tem mostrado que, quando o pastor centraliza a gestão financeira e administrativa da Igreja, surgem riscos e tensões internas desnecessárias, desconforto por tratar da própria remuneração. Ausência de supervisão de conselhos e comissões técnicas contábeis,  fragiliza a transparência e a prestação de contas. 

Perigos desse tipo de práticaConstrangimento ético; 
Porta aberta para suspeitas;  Manipulação ou corrupção;
A Bíblia nunca propôs liderança sem prestação de contas, mas liderança que seguem múltiplos conselhos.

Princípio-chave: Nem (-), Nem (+)

O pastor  de uma Igreja local  não deve viver nem na escassez humilhante, nem na ostentação provocativa.
Deve viver no padrão do contentamento, sendo devidamente honrado pelo seu labor fiel e constante e consistente.

Indicamos Dez  Mandamentos da Boa Prática de Mordomia Pastoral Numa Igreja Local.

1. Ensinar mordomia é dever bíblico, não interesse pessoal. 
Quem ensina é a Palavra; o pastor apenas a ministrar.
2. A remuneração pastoral deve ser institucional, não pessoal.
Definida por conselhos, não pelo próprio pastor.
3. Honra pastoral não é luxo, é dignidade.
Sustento digno não é ostentação.
4. Transparência protege o pastor e a igreja.
Prestação de contas gera confiança e saúde espiritual.
5. O padrão do pastor é o bom senso, não a comparação.
Nem (-) por falsa espiritualidade, nem (+) por vaidade.
6. Igrejas saudáveis cuidam de seus pastores sem peso. 
Negligenciar esse papel revela imaturidade espiritual da comunidade.
7. Pastores não devem carregar culpa por ensinar princípios bíblicosA Palavra confronta; o pastor não deve se omitir.
8. Conselhos maduros evitam abusos e injustiças.
Pluralidade gera equilíbrio.
9. A família pastoral também deve ser honrada.
O ministério não justifica negligência familiar.
10. Onde há honra, há longevidade ministerial.
Pastores bem cuidados permanecem firmes, íntegros e frutíferos.

Reflexão Diaconal

A igreja de Jesus  precisa amadurecer para entender que:
. Desonrar o pastor empobrece o ministério.
. Ostentar empobrece o testemunho.
. Honrar com equilíbrio glorifica a Deus.
A vida pastoral saudável caminha entre dois trilhos: contentamento pessoal e honra institucional.

Nem (-) imposto por culpa espiritual.
Nem (+)  movida por vaidade carnal.
Mas dignidade, responsabilidade e fidelidade diante de Deus e da Igreja.

. . Em outro momento Reflexão Diaconal abordará:  Nem (-), Nem (+) para pastores de dupla ou mais  jornadas de trabalho. 

. Coloco-me a disposição do pastor e da Igreja para aprofundar sobre esse tema.
Dc Arão C Salgado
Pós Graduado em Liderança Cristã

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

CHECK-UP DA ALMA

 

Prática Cristã: Mais que Pagar Impostos.

Texto: Romanos 13:6–7

“Pagai a todos o que lhes é devido…” (Rm 13:7)

O apóstolo Paulo nos conduz a um exame profundo da prática 
cristã, mostrando que a fé verdadeira não se limita a contribuintes de impostos. Paulo fala 'pagai a todos' não está se referindo apenas a questões financeira.  

Regras Sociais e Espirituais

A nação de  Israel viveu sem a pressão de tributos enquanto Deus era reconhecido como Rei. Contudo, ao pedir um rei humano, conforme 1 Samuel 8, o povo aceitou regras mais duras, impostos e responsabilidades coletivas.

Por essa escolha do próprio povo, as regras se tornaram espirituais e sociais.  O temor a Deus não foi abolido e os encargos sociais passaram a ser compartilhados entre os cidadãos. Nada mudou nas instruções de Paulo aos cristãos romanos:  onde há ordem, há dever; onde há dever, há consciência.

A consciência cristã e Cidadã

Essa consciência  não é moldada pelo medo da punição, mas pelo temor do Senhor. Por isso, o cristão cumpre suas obrigações não apenas por exigência legal, mas por convicção espiritual.

Em Romanos 13:7, Paulo detalha essa responsabilidade em quatro ações distintas, revelando uma fé prática e equilibrada:

Tributo e imposto:  apontam para deveres objetivos e cotidianos: compromissos financeiros, sociais e institucionais que devem ser cumpridos com integridade, sem atrasos nem justificativas espirituais.

Temor:  no sentido que Paulo coloca não é medo servil, mas respeito consciente à autoridade e aos limites estabelecidos. Quem vive nesse temor tem as garantias da Lei.

Honra: A Bíblia valoriza muito a honra. A honra  vai além da obrigação legal; é uma atitude do coração que reconhece valor, trata com dignidade e preserva o testemunho, mesmo quando há discordância.

Necessidades e Mudanças  

O texto de Romanos  é claro: aquilo que é devido deve ser cumprido  no tempo certo. A negligência revela desorganização interior, rebeldia,  e compromete o testemunho cristão diante da sociedade.

O nosso papel como cristão  não é trazer confusão, divisão ou partidarismo. Esse check-up nos chama a colocar a nossa vida  em ordem, lembrando que nosso testemunho  afeta  toda uma comunidade dentro e fora da Igreja. 


Eu e o Outro

A nossa  fidelidade pessoal alcança o outro, fortalece a igreja, contribui para a sociedade e glorifica a Deus.
Dar a cada um o que é devido é um ato de fé que organiza a vida e preserva a consciência. Esse 'cada um', está perto de você.
Arão e Elzi Salgado


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

REFLEXÃO DIACONAL

 

Autoridade Divina Não Tem Gênero.

 “Pois Deus não faz acepção de pessoas.” (Atos 10:34)

Texto Base: Juízes 4–5 ( Episódio Bíblico: Débora e Baraque)

O Agir de Deus na História Humana 

A Bíblia ensina que Deus não estabelece Sua autoridade com base em gênero, posição social ou força humana. Em todos os tempos, o Senhor levanta líderes conforme o Seu propósito, não conforme os critérios humanos. O período dos Juízes foi marcado por instabilidade espiritual, opressão e  escassez de líderes.

 Nesse cenário, o Senhor levanta  uma mulher, Débora, profetisa e juíza em Israel, exercendo autoridade espiritual, civil e moral sobre a nação de Israel.

Baraque era comandante militar, preparado para a guerra, mas dependente da direção espiritual. Deus comunica Sua  Soberania  por meio de  uma mulher, Débora, estabelece a estratégia e ordena a batalha. A  liderança de Débora não foi um levante feminino, mas delegação divina.

Liderança Divina Segue Princípios e fidelidade.

O princípio não é movido por gênero, por fidelidade.  No  princípio, Deus confiou a Adão a responsabilidade da liderança espiritual, enquanto Eva participava  como adjutora do projeto e das decisões. 

A queda de princípio não ocorreu por excesso de participação da mulher Eva, mas pela omissão do homem  Adão diante do mandamento divino a ele imposto. Deus deu o mandamento a Adão antes de Eva ser criada. ( Gn 2:16-17)

Essa  mesma quebra de princípio se repete no homem Acabe (I Reis 21). Sua falha começou na sedução, ambição e omissão.  
Ao se omitir, permitiu que  sua mulher Jezabel, influenciada por valores pagãos, conduzisse  as decisões  espirituais da Corte  afastando o povo da presença de Deus.

Em Atos 5, Ananias e Safira ilustram a parceria  do homem  e da mulher sem temor a Deus.  Em comum acordo, mentiram ao Espírito Santo. Não houve liderança responsável nem submissão piedosa, mas cumplicidade no pecado.

Em contraste, Áquila e Priscila  (Atos 18) revelam o modelo bíblico equilibrado: unidade, parceria e serviço. Caminham juntos, ensinam juntos e servem ao Reino sem disputa de autoridade, pois ambos estão submissos a Cristo. 

Reflexão Diaconal para Hoje..

Aprendemos com esses episódios que Autoridade no Reino  de Deus procede do chamado divino, não prioriza gênero mas obediência. 

A omissão espiritual gera perda de honra e de responsabilidadeParceria  do homem e da mulher sem princípios divinos não prosperam; quando ela é submissa a Deus edifica. Deus usa  homens e mulheres sensíveis à Sua voz.

Fica claro que Autoridade Divina não tem gênero - sempre conduzida por:   propósito, obediência e responsabilidade. Onde homens e mulheres se colocam debaixo da vontade de Deus, há ordem, liderança saudável e avanço do Reino.
 Dc. Arão C Salgado