domingo, 8 de setembro de 2013

CONCILIANDO OS CICLOS DA VIDA COM AS ESTAÇÕES DO CASAMENTO

 
 
“...  O marido  pague à mulher a devida benevolência,
e da mesma sorte a mulher, ao marido”
 ( I Co 7:3)
 
 
 
 
A nossa vida é uma sequencia de ciclos.  Como elos de uma corrente que vão se formando e  interligando entre si. Cada elo representa um ciclo que se fecha dando lugar ao outro que se inicia,  e assim seguem os ciclos da  vida!
 

Também na vida acontecem fusões. O casamento é uma das fusões mais importantes da vida. Quando duas pessoas se unem, preservam-se as  individualidades,   mas tornam-se uma só carne, formando  um novo núcleo familiar com  projetos comuns para a vida toda. 

 
O novo núcleo familiar  será bem sucedido se acontecer uma segunda fusão:  Deus na vida do casal.  É um princípio  Bíblico:   Ecl. .3.11b.  “ .. O cordão e três dobras não se quebra facilmente”.   Essa terceira dobra é a presença de Deus que torna o casamento numa força que suporte todo tipo de pressão inevitáveis nessa fusão.
O grande desafio:  como trabalhar as individualidades e promover essa  fusão numa relação de casamento? Como conciliar, projetos pessoais,  numa experiência  de   “numa só carne?”

Entender esta engenharia da vida é importante, para  as superações dos conflitos pessoais, para o fortalecimento do casamento, proporcionando crescimento genuíno no relacionamento do casal.  Unir os elos das correntes,  eliminará todas as possibilidades de disputas do casal.  Disputas enfraquecem os relacionamentos e os projetos da família.
 
Cada elo da corrente, ou seja, cada ciclo que se fecha, são desafios vencidos no contexto de cada fase da vida.  Importante ressaltar, que os ciclos não se fecham ao  mesmo tempo, para ambos. Haverá situações em que a esposa ficará no suporte para que o marido conclua um determinado projeto pessoal. Os papéis se invertendo, o marido ficando no suporte para que a esposa conclua o seu projeto pessoal,  em  áreas importantes de suas vida.

 
 A fusão tem um custo a pagar.  Inclui neste custo  até mesmo renuncia de projetos pessoais.  Os projetos de família vão se tornando mais importantes que os projetos pessoais.  Os filhos vão chegando, dando lugar a novas prioridades.  Investir na vida dos filhos passa ser o maior investimento de família.
A construção de uma família, passa por momentos complicados e difíceis.  Serão superados com a presença do terceiro elo: nosso Deus.  É um princípio Bíblico: “ Se o Senhor não Edificar a casa em vão trabalham os que a edificam”( Salmos 127).
 
Na prática como construir cada “elo”, no contexto de  cada fase da vida e como construir a “fusão” no casamento?:

FASE DOS ATÉ  TRINTA:
Esta é a primeira e mais importante fase da vida. As pessoas, nesta fase, concluíram um ciclo de preparação e maturidade para as fases que virão.  Nem sempre as pessoas nutrem expectativas reais sobre si mesmas e com quem vão se casar.  Já acumulam algum tipo de frustração, por alimentar expectativas irreais. O  “elo”  da corrente não se fechou completamente ou está fragilizado. 
O fato dessas expectativas não serem atingidas, a fusão no casamento dará lugar a cobranças, provocações e ira. Começam as discussões e ataques pessoais, tipo: “ Você arruinou a minha vida”,   Eu tinha um futuro brilhante”.  Transferência de culpa.  

Mesmo em situações conflitantes, se contar com a terceira dobra o elo  não  se romperá.  Nestas circunstâncias ao invés de acusarem-se mutuamente, ou querer sobre todo custo modificar o cônjuge para que ele (a) atinja as suas expectativas, concentre-se em identificar e aceitar seus pontos positivos. O que os casais nesta fase dos trinta anos precisam perceber que expectativas irreais, no casamento, podem levar a profundos desapontamentos e decepções pela vida inteira.  Como podem se transformar em oportunidades para grandes desafios e conquistas.

FASE DOS TRINTA AOS  QUARENTA E CINCO:
Esta é a fase da consolidação profissional. Um “elo” importante da vida. Há um eminente perigo nesta fase. A fusão do casamento ainda não se consolidou plenamente,  corre o risco de passar para um segundo plano. 
Apesar de não haver nada de errado em galgar realizações pessoais no campo profissional, sérios problemas podem advir ao casamento se esses objetivos suplantarem o compromisso matrimonial. Nesta fase, a maioria dos casais já  estão com filhos na faixa pré-adolescência, exigindo dos pais atenções especiais. O sucesso pessoal sem a devida atenção ao compromisso
familiar acarretará sérios prejuízos na educação dos filhos.

FASE DOS  QUARENTA E CINCO  ATÉ OS SESSENTA E CINCO:
Esta é a fase “ D “  da vida.  É o “elo” do meio da corrente. Se esse “elo” estiver enfraquecido romperá tudo que foi construído para trás.  As pessoas nesta fase, tanto homens quanto mulheres, sentem-se sufocadas pelo peso das decisões tomadas,  por decisões que ainda serão tomadas que afetarão o resto da vida, os filhos estão  ingressando  na faculdade,  etc.

Nesta altura o casamento não está mais em processo de fusão.  O que tinha de acontecer de fusão já aconteceu.  É o tempo da reflexão:  Como chegamos? Quais ajustes precisamos dar? É tempo de renovação de votos: renovando o compromisso assumido um com o outro. É  tempo de lutar  para romper  o forte impulso na direção de buscar "pastos mais verdes".
Mesmo que tudo possa estar aparentemente bem no casamento,  é importante fazer a Renovação do Compromisso. Uma cerimônia simples, que possa contar com as presenças dos familiares e amigos mais chegados. Esse gesto além de fortalecer os laços matrimoniais do casal, oportunizará exemplos para que outros façam também.

FASE DOS ATÉ QUE A  “ MORTE NOS SEPARE 

Esta é a fase que estamos próximos para entrar nela como casal: começamos “ a dois”  e estamos “ a dois”:  “ até que a morte nos separe”.  É a fase da celebração ou da decepção. Colher o que semearam nas fases anteriores, desfrutar de  amizades profundas ou viverem em solidão.

Não acabou a tarefa de “ uma só carne ”.  Os  casais agora  mais experientes e sofridos, ainda precisam prosseguir na tarefa de solidificar seus relacionamentos de profundas amizades.  Se nas fases anteriores conseguiram semear boas sementes  colherão bons frutos.   Se, no entanto,  não o fizeram, é possível que essa fase seja mais atribulada e os assuntos não resolvidos venham á tona com mais força. É preciso um concerto de perdão. O perdão é o único remédio  capaz para zerar as dívidas do passado.

Reflexão  do casal:
Qual das quatro  fases citadas  você se identifica?
Você já esteve ou está tendo alguma experiência ou  uma expectativa que se tornou irrealista em razão do seu casamento? Como você tem encarado a situação?

A sua atividade profissional tem ocupado o primeiro lugar na sua vida comprometendo o compromisso do  seu casamento? Caso tenha, que atitudes você pretende tomar?

Se você   está vivendo os anos cinquenta  concorda com a necessidade de se fazer uma constante renovação de compromisso no casamento?
O seu casamento está alicerçado no princípio das  “ três dobras”?. Você está tranqüilo quando chegar na fase “ até que a morte o separe”, desfrutará dos melhores anos de sua vida?

Por amor a Cristo!