domingo, 3 de novembro de 2013

OS CONFLITOS CONJUGAIS E FAMILIARES SÃO INEVITÁVEIS MAIS SÃO CORRÍGEIS

 
 
 ”... Porque, a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra  os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso. Contra as forças espirituais do mal...”
 ( Ef. 6:12) 

Não tem como negar os conflitos  conjugais e  familiares são inevitáveis em qualquer família, independente de sua condição cultural, social e religiosa.  
Não existe família que não passa por situações de  conflitos.  O que existe são famílias bem estruturadas que administram com êxito os conflitos quando eles surgem.
Também não existe casal que nunca discute. O casal que disser que nunca brigou, presume-se que se  encaixe em uma ou mais dessas  possibilidades: a) não está casado há muito tempo,  está na fase da lua-de-mel;  b) ainda não se conhecem  muito bem um ao outro; c)  não conversam questões do quotidiano, francamente; ou,   e)  não  são transparentes, vivem uma mentira.
 Os conflitos acontecem por muitas razões: diferenças de opiniões,    culturas e costumes, forma de criação, crenças, personalidade, focar a vida desconectada  a verdadeira realidade e outros componentes.
Os conflitos conjugais passam por vários estágios. Em cada um desses estágios há uma tensão que envolve reestruturação, reorganização familiar, para eventos, como:  mais um quarto com a chegada de um novo bebê,  início escolar, faculdade, casamento dos filhos, viagens, velhice,  etc.  
Independente do estágio em que se encontra a vida conjugal, o conflito toma maiores proporções quando os cônjuges estão estressados,  por conta de acúmulos de situações não resolvidas, enfermidades, dificuldades financeiras, questões familiares, frustações na carreira, etc.
Uma pesquisa  ( fonte: Gottman 1994,  extraído do livro A Família pg. 236)) indica diferenças fisiológicas na maneira como homens e mulheres lidam com os conflitos. “ Os homens tendem a ser mais afetados negativamente do ponto de vista psicológico por conflitos demasiado emocionais. Os homens precisam de pelo menos 20 minutos para se acalmar antes de conseguir lidar de forma adequada com o conflito. Descobriram também que a partilha do poder tem efeito benéfico sobre a reação hormonal das esposas, mas não parece afetar a dos maridos. Tanto os homens quanto as mulheres são afetados psicologicamente  pelos conflitos e devem dar os passos necessários para resolvê-los”.

QUATRO GRAUS DE  CONFLITOS E OFENSAS   ( Anne Borrowdale 1996)
 1º- PEQUENAS OFENSAS  DO QUOTIDIANO FAMILIAR
São pequenas ofensas que podem ser perfeitamente administradas.   Mas, quando se repetem com certa regularidade é preciso lidar com a irritação acumulada.  Alguns exemplos:  chegar atrasado nas refeições, largar roupas sujas no chão, deixar bagunçado o quarto, irritação no trânsito, briguinhas entre irmãos, etc.  Esses eventos  vão se  acumulando,  uma hora vai explodir.  Pequenas correções, pedidos de desculpas e perdão, são simples  gestos que aliviam as tensões diárias.

2º-  ATITUDES ATIVAS E PASSIVAS QUE CAUSAM OFENSAS AO OUTRO
Atitudes como: usar palavrões, transmitir uma mensagem de desvalorização, omitir-se  diante de um fato conflitante, tomar partido em favor de um filho  tirando a autoridade do cônjuge.   São atitudes que devem ser reconhecidas como ofensas, mesmo quando feitas por ignorância.  Tais ofensas,  precisam ser reparadas por meio do perdão, se for o caso retribuição do ônus ou punição.

3º- MAUS  TRATOS FÍSICOS, SEXUAIS OU EMOCIONAIS
Seguramente essa é uma das  atitudes mais perversa. Se o ofensor não estiver suficientemente consciente da profundidade do dano pessoal infligido, não se arrepender sinceramente,  não  pedir perdão pelo que fez,   não promoverá a cura na vida de quem foi ofendido.  ( Tiago 5:16).

4º-  TOLERANCIA COM UMA SOCIEDADE OPRESSSORA E NEGLIGENTE
Quando a família falha na sua missão de proteger e promover, a sociedade negligencia no papel de formar  cidadãos íntegros, o estado falha no seu papel político e social e a igreja falha na sua missão de proclamar  o Evangelho da reconciliação, chegamos ao mais profundo do poço, no sentido  moral, ético, social  e espiritual.  
Os conflitos neste estágio tomam dimensões gigantescas e foge do controle.  As pessoas vitimadas pela opressão e pela negligência, não terão motivos para acreditar no amor, na prática do perdão, nas soluções de seus dramas.  Contudo, a cura pode vir por meio do poder da fé,  que dá aos vitimados uma capacidade extraordinária para perdoar as injustiças e ofensas contra elas  e construir  um novo destino.

Pense nisso:
Nossa responsabilidade, na família, como cidadãos e  cristãos, de lutar pela paz a qualquer custo.  A Bíblia diz que devemos resolver os nossos  conflitos  antes que o sol se ponha.   Que perdoar é uma questão de obediência.  Que a omissão e negligência são pecados tão graves quanto roubar, matar e defraudar.
Por amor a Cristo!