domingo, 27 de abril de 2014

POR QUE, MUITOS DE NÓS, NÃO TERMINAM A MISSÃO QUE COMEÇAM?




“... Quem fica esperando que o vento mude e que o tempo fique bom nunca plantará, nem colherá nada”  ( Ecl. 11:4)



Não deveria causar estranheza para ninguém,  que cada pessoa vem ao mundo com uma missão. A pergunta que devo fazer, é:“ Até  onde chega a minha missão e começa a de Deus?”, " Como dimensionar a linha de chegada, o corte da fita?"   São indagações pertinentes que devo responder para mim mesmo.  Responder os desafios  que Deus tem colocado diante de mim, e  no seu devido tempo cumprir a tarefa,  custe o que custar! A figura de Abraão e seu filho Isaque é  ilustrativa e desafiadora!


 Por que, muitos de nós, não terminam a missão que começam?
A Bíblia relata muitos exemplos que nos ajudam entender porque muitos de nossos projetos não seguem em frente, morrem pelo caminho da vida.  Os exemplos bíblicos, nos ajudam a entender determinados episódios que acontecem com muitos de nós também.

Para sua reflexão vamos compartilhar alguns desses exemplos:

1º- Tera, o pai de Abraão – ficou no meio do caminho.
“... Tomou Tera a Abraão, seu filho, e a Ló, filho e harã, filho de seu filho, e Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abraão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, para ir á terra de Canaã; foram até Harã, onde ficaram.” ( Gn. 11:31 ).
A Bíblia não dá detalhes  se a saída de Tera, para terra de Canaã, foi um ordem de Deus, como aconteceu com Abrão, seu filho, anos depois. O fato, que Tera  saiu de sua terra em destino à   terra de Canaã.  Fez uma parada em Harã, onde permaneceu até sua morte.

O que aconteceu com Tera? -   Cansaço? Sua idade avançada? Sua família corria riscos em Canaã? Nada sabemos, além de que não prosseguiu sua viagem de destino. Talvez , Harã, tivesse atraido o seu coração.  Lugar de sossego, de boas pastagens e bom para se morar.

 O que aconteceu com Terá, não tem acontecido com muitos de nós? Fazemos de onde estamos, nosso Padã Harã;  lugar de conforto, sossegado e perdemos a visão da Canaã, que é o nosso destino final. Muitos de nós, cristãos, nos sentimos exaustos, até gostaríamos de continuar na marcha, mas decidimos   transferir a responsabilidade a outros. Tera, transferiu para seu filho, Abraão. Será que não temos transferido para nossos filhos ou para as futuras gerações a responsabilidade que é nossa e ainda não terminamos? 

2º- Davi, não pôde construir o Tempo de Jerusalém

“ Davi disse: Meu filho, eu quis construir um templo em honra do Senhor, meu Deus. Mas ele disse que eu havia matado muita gente e feito muitas guerras .  Portanto, por causa de todo o derramamento de sangue  que eu causei, ele não me deixaria construir um templo para ele..” ( I Cr. 22:7-8).
Estamos diante de outro exemplo digno de reflexão. Davi, o homem segundo o coração de Deus, batalhou as guerras do Senhor, foi impedido pelo próprio Deus, a construir o Templo, como prova do seu amor e honra ao seu Deus. Foi impedido de construir, mas não foi impedido de preparar tudo para que seu filho, Salomão, construísse.  Davi chegou no limite de sua responsabilidade. Não murmurou, não colocou Deus à prova, aceitou numa boa. Preparou o caminho pra o seu filho, porque já havia dado todas as orientações de como fazer e a quem delegar. Davi não transferiu uma responsabilidade que era sua, mas preparou e delegou a continuidade para quem de direito.

Muitos de nós cristãos, não temos essa percepção de responsabilidade e de continuidade. Quando deveremos parar para que outro continue? Como deveremos preparar uma sucessão para que não haja interrupção na continuidade?  O ‘Quando” e o “ Como”, Davi,  soube administrar com  muita tranquilidade e sabedoria.
Vamos comparar, a passagem de uma geração a outra, como a corrida de revezamento, com bastão.  O bastão não pode cair, e cada corredor precisa passar ao corredor seguinte, no tempo certo, e em pleno  movimento.  É impossível um morto passar  o bastão a quem está vivo..  E que temos visto, muitos morrem com o bastão na sua  mão;  não passaram, à frente, enquanto estavam com folego de  vida. É triste demais!  Familias perecem, sucessões de empresas familiares   perecem, ministérios perecem, por falta dessa percepção:  de até onde chega a minha responsabilidade?

 3º-  João Batista – Um mensageiro que parou onde deveria parar!
“... Deus disse: eu enviarei o meu mensageiro adiante de você para preparar o caminho” ( Mc. 1.2)
 
Muitos de nós cristãos nos empolgamos tanto como mensageiros de Jesus, que até ocupamos o lugar de Jesus, no coração de muitos novos  irmãos.  Impedimos o crescimento do novo irmão em Cristo, nos tornamos super protetores, não só aconselhamos como danos ordens e direção do que precisam fazer. Não preparam o caminho para que Jesus seja realmente Salvador e Pastor de suas vidas.  Uma geração de crentes teleguiados por pessoas e não guiados pelo Espírito Santo;  crentes fracos, não conseguem  livrar-se de tentações triviais  da vida; maus nutridos espiritualmente; não aprenderam conversar com Deus e desfrutar de uma íntima comunhão.

 Somos discípulos e discipuladores ao mesmo tempo.  Nossa sublime missão é nos parecer com Jesus Cristo; e, com ensino e exemplo de vida, levar outros a parecerem com Jesus.  João Batista tinha a percepção do seu limite.  O seu limite:  Chegar até onde  Jesus deveria começar  na vida das pessoas. Seu papel: preparar o caminho para Jesus.   Nada além disso.

Reflexão:
Essa reflexão faz algum sentido para a sua vida? Conseguiu identificar-se com um dos exemplos que compartilhamos? Qual tem sido a sua percepção de responsabilidade?
Que o Espírito Santo envolva-o de tal forma que você não fique isento ou alheio de sua responsabilidade. Amem!

Por amor a Cristo