sábado, 30 de agosto de 2014

POR QUE FAÇO O QUE FAÇO?

“... Jesus respondeu:” eu afirmo a vocês que o Filho não pode fazer nada de si mesmo. “Ele só Faz o que vê o Pai fazer, porque o Pai ama o Filho, e lhe mostra tudo o que está fazendo e o Filho fará obras muito maiores do que a cura deste homem” (João 5.19).
A nossa vida é movida de atitudes que se transformam em ações. A pergunta para refletirmos é: PORQUE FAÇO O QUE FAÇO?  Se você está à procura de um modelo perfeito que dê sentido no que você faz, esse Modelo é Jesus Cristo em suas atitudes e palavras (examine João 5.19).

Há pelo menos cinco razões que nos leva a fazer coisas, realizar projetos e que nos motivam a fazer o que fazemos:   


1ª- FAÇO  QUE FAÇO POR AMOR
Nem tudo que fazemos desejamos fazer. Há coisas que só fazemos por amor. Há coisas que só o amor pode fazer. 

... O amor é a única força capaz de motivar uma pessoa a fazer o que não gosta. Quem gosta, por exemplo, passar dias e dias num hospital dando assistência um ente querido enfermo?

...  O amor é a única força capaz de fazer algo não por necessidade, nem por dever, mas por compaixão. Visitar, por exemplo,  desconhecidos velhinhos no asilo,  enfermos em hospitais, presos condenados.  Contribuir com entidades  filantrópicas  que cuidam de crianças especiais, hospitais que cuidam de crianças com doenças graves,  etc.
A lei que rege o amor é o próprio amor.  Quando se faz por amor, não se pergunta a quem fazer, ou o que fazer,  isso pouco importa; o que importa mesmo é como fazer da melhor maneira possível.  Quando se faz por amor não se  leva em conta o tempo que levará, o quanto custará, nem o quanto isso engrandecerá o seu currículo.   I coríntios 13:4-7, trás   a definição mais completa de praticar o amor: " O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é grosseiro, nem egoísta.  Não  é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor. O amor nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando a verdade triunfa. O amor tudo sofre, sempre crê, sempre espera o melhor, tudo suporta”. 

2ª- FAÇO  O QUE FAÇO POR NECESSIDADE
O ser humano nasce com necessidades que precisam ser supridas.  Já não é um ato de amor  o que faz é  para suprir as suas necessidades.  A Bíblia diz "aquele que não trabalha que não coma".  O trabalho é honroso e enobrecedor; mas quando não  se tem como tal, deverá ser feito para atender as próximas necessidades.  Veja o que diz esse provérbio bíblico: “Quem trabalha com dedicação e se cansa plantando e colhendo terá fartura de alimento para sua família, mas quem fica apenas sonhando com um serviço melhor não tem juízo” (PV. 12.11). Quando fazemos mesmo  por necessidade, mas com amor não daremos lugar à murmuração nem a preguiça.
3ª- FAÇO O QUE FAÇO  POR DEVER
Viver em comunidade é indispensável observar o conjunto de regras que nos garante direitos e  ao mesmo tempo nos impõe deveres.  Há coisas que fazemos por força do dever.  Jovens, por exemplo,  que vão para o serviço militar apenas por uma convocação de dever. Há eleitores que não sentem nenhuma motivação para votar, fazem por cumprimento de um dever. Há consequências  quando um dever não é respeitado ou cumprido. O dever nos impõe a fazer coisas que não desejamos,  que são necessárias para nosso bem e dos outros. Quando conscientizamos de nossas responsabilidades o dever deixa de ser um peso e fazemos com alegria.
4ª – FAÇO O QUE FAÇO  POR BUSCAR   ACEITAÇÃO E APROVAÇÃO
Aceitação  é uma necessidade inerente a todo  ser humano. Lutar por aprovação para receber aprovação  não é normal ,  pode  sinalizar  um sentimento de não ter valor.  Preencher  as carências emocionais, utilizando-se desse mecanismo, é uma forma cruel de levar a vida.  Temos constatado, nas  ministraçõoes no Seminário  Veredas Antigas, que muitas pessoas carregam esse sentimento de rejeição, trazidos  da infância. Receberam, principalmente dos pais,  palavras de maldições, do tipo:  “ Você é inútil “,     Você nunca será  ninguém na vida”.  Além da rejeição, poderá desenvolver comportamentos egoístas, de perfeccionista e de desconfiança nas pessoas
5ª-  FAÇO O QUE FAÇO  POR NÃO SABER DIZER NÃO
São Pessoas, quando crianças não receberam “nãos” dos  pais e  não foram  ensinadas a dizer "não". Não saber dizer  "não",  perde a noção de  limites para si mesmo e para outros. Perde um valor importante da vida que é coerência. Ser coerente quando for preciso dizer: sim é sim, não é não; com a mesma naturalidade e sem causar constrangimentos. Quando não agimos com coerência estamos sendo cruéis conosco mesmo.  Acabamos desvalorizando o nosso próximo valor e dos outros. Um "não", dado hoje a uma criança  pode se transformar num grande " sim"  amanhã. O adulto de hoje  agradecerá aquele “ não”  dito anos atrás.

Há pessoas que  não falam "não"  por medo de serem rejeitadas e de serem desamadas.   Outras acabam entrando na onda:  “ Os fins  justificam os  meios”.  E há  aquelas que só  gostam de relacionar-se com pessoas que só dizem “sim”.
 
Temos aprendido com os especialistas que  dizer "não"  é importante para saúde mental, emocional e espiritual.  Falar um "não" nas razões e no tempo certo não é deixar de reconhecer o drama do outro. Podemos reconhecer o seu drama, encorajá-lo a vencer e facilitar o seu coração para derramar-se diante de Deus.
REFLEXÃO:
Certamente você se encaixou em uma dessas razões.  Refletindo bem, cada um de nós tem um pouco de cada uma dessas razões. O que  mais acentua em sua vida? Se o Espírito Santo está lhe mostrando algo que precisa de correção, coloque isso para Deus agora:  Busque ajuda do alto! Compartilhe isso com uma pessoa que possa lhe ajudar espiritualmente.
Por amor a Cristo!