sábado, 14 de março de 2015

PERDOAR OU EXERCER JUSTIÇA PRÓPRIA?


 
“... E o Senhor disse a Moisés: Diga aos Israelitas:
Quando um homem ou uma mulher prejudicar outra pessoa e, portanto , ofender o Senhor será culpado”( Num 5:5,6)
 
 
Vez outra o tema Perdão vem a baila. Não por ser um tema apaixonante e empolgante, mas por necessidade mesmo.  A  medida que o Espírito Santo  vai alargando nossa compreensão sobre o perdão nos sentimos no dever em compartilhar.

Nos relacionamentos pessoais inevitavelmente teremos que lidar com algum tipo de perda por conta de algum ato de injustiça. Seja material, física, emocional e espiritual. É fato, sempre estaremos enfrentando perdas na vida.
A busca por justiça, mesmo sabendo que a perda é irreparável, pode causar outros tipos de danos. Os mais comuns  a perda de confiança nas pessoas e o medo de sofrer novamente. Essa vulnerabilidade gera atos indesejáveis  que acabam  ofendendo ao cônjuge e as pessoas a quem amamos. Esse tipo de comportamento pode acontecer até por atos involuntários.     

Como lidar com um passado cheio de lembranças dolorosas, com um presente de relacionamentos rompidos e uma sombria perspectiva de futuro?
 
É difícil lidar com  situações  que marcaram grandes perdas na vida. O Senhor Deus conhecendo o pecaminoso  coração do homem, disciplinou essas questões com uma Lei que podemos chamar de “Restituição por Danos e Prejuízos” – Leia Numeros cap. 5:5-10).

Essa Lei  exige:

1.  Confessar o pecado que cometeu.
“... confessará o pecado que cometeu...” ( v.7.a)
É impossível haver um concerto na vida se não houver arrependimento e confissão do pecado. Precisamos entender que qualquer tipo de ofensa ou ato de injustiça contra uma pessoa é pecado contra a pessoa e contra Deus (v.5).
Os pais ao praticar isso com os filhos, além dos benefícios da cura relacional,   proporcionará  aprendizado na vida dos  filhos que devem praticar entre irmãos  e amiguinhos de escola.

2. Fazer restituição com acréscimo.
“... fará restituição total, acrescentará um quinto a esse valor e entregará tudo isso a quem ele prejudicou...” (v. 7.b).
Essa Lei tem efeito tanto disciplinar quanto pedagógico. Disciplinar - porque além do ofensor confessar  o seu pecado sofrerá consequências: devolver o que se apropriou,  acrescendo 20%, do valor. Pedagógico - porque a pessoa que comete esse tipo de pecado trás  consigo um coração egoísta, avarento, incapaz de dar, mais capaz de tirar de outrem. O Acréscimo, de um quinto,  tem efeito  educativo no sentido de  forçar a pessoa a aprender a dar parte do que é seu. Um coração piedosos jamais lançará mão de algo de quem quer que seja.

3.  Restituição não é opcional é obrigatório.
“... mas se o prejudicado não tiver nenhum parente para receber a restituição, esta pertencerá ao Senhor, será entregue ao Sacerdote...” ( v. 8).
Mesmo que consideremos que se trata de uma Lei destinada ao povo de Israel, no passado,  não significa que o seu valor moral não permaneça. A Lei moral nunca será abolida por Deus. Em todos os tempos e épocas, quando alguém se apropriar de algo que não é seu, ou algo ilícito, sempre será pecado. Esta Lei está em vigor no seguinte aspecto: precisa de arrependimento, confissão do pecado,  restituição e abandono dessa prática.

. A busca por justiça leva-nos a duas opções:

Opção 1 -  Exigir justiça com um coração de vingança
Normalmente esse é o caminho que o coração nos conduz. Há no coração  um sentimento forte de vingança: “ Ele/a  vai pagar pelo que fez, custe o que custar”, “Ele/a vai apodrecer na cadeia”. Por ansiar por justiça a pessoa está praticando justiça própria.

Opção 2 – Perdoar e deixar que Deus cuide do caso
A Bíblia nos dá uma visão de como será no Céu. Lá não haverá lembranças do que passamos aqui na terra.  Haverá um novo Céu e uma nova Terra. Quem morará nesse novo Céu e nova Terra?  Todo tipo de: “Ex.”. ex.assassino, ex.cônjuge traidor, ex.ladrão, ex.corrupto (etc.). Você  se recorda que ao lado de Jesus, na cruz, estavam dois salteadores? Um deles, foi com Jesus para os Céus.
Todo pecado, por mais cruel que seja, o Senhor Jesus levou consigo, na Cruz. O pecador que se arrepende, que confessa, que restitui o que for possível e que abandona toda prática pecaminosa, Deus o acolhe como seu filho. ( I Jo 1:8,9).

Reflexão:
Uma reflexão para quem busca desesperadamente por justiça, considere a possibilidade em praticar a opção 2. Perdoe e deixe o Senhor Deus cuidar de sua causa.
Uma reflexão para quem vive uma situação de ofensor, busque concertar a sua vida aplicando os princípios da Palavra de Deus.

Por amor a Cristo!