sábado, 11 de junho de 2016

JURAS DE AMOR! O VALOR DOS VOTOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS.



“... São essas as ordenanças que o Senhor deu a Moisés a respeito do relacionamento entre um homem e uma mulher, e entre um pai e sua filha moça que ainda vive na casa do pai” 
( Números 30.16)

As juras de amor são aclamações de corações apaixonados. Um romance entre  jovens apaixonados é tanto  vulnerável quanto imprevisível.  O perigo! Ser dominado por impulsos emocionais fantasiosos que não subsistirão o dia seguinte.  O que deveria  ser um romance lindo pode  se tornar um "ficar", em um encontro ocasional.  Dia 12 de junho é o dia os namorados. O romantismo desabrocha as juras de amor afloram. Nesse aflorar dos apaixonados  muitos votos são feitos sem medir as consequências futuras.
O romantismo, as juras de amor, fazem parte do relacionamento entre um homem e uma mulher que se amam. Não tem prazo de validade, ultrapassa as barreira das bodas de diamante. O livro de Cantares é recheado de dicas  de como ser criativo no romantismo. 

O Senhor Deus ao criar  o homem e a mulher cuidou de detalhes para  proteger esses valores tão lindos e enriquecedores que tornam uma vida conjugal bela e prazerosa. Votos e juras de amor são aclamações que merecem cuidados ao transmitirem um ao outro. Não podem ser precipitados, são compromissos que trazem consequências por toda a vida. Por ser tão sério, Deus delegou ao marido assumir um papel importante de proteção para com a esposa; e os pais,  em proteger a integridade física, emocional, intelectual e espiritual dos filhos, enquanto estiverem sob suas responsabilidades.
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O fato é que as famílias vem se deteriorando a cada geração,  pelo abandono desses mecanismos de proteção. O que se vê, para uma parcela de pais, é a inabilidade em interagirem nas escolhas e decisões dos filhos. Outra parcela, de pais, é a forma impositiva de interferir nas decisões importantes que  os filhos precisam tomar na vida. Na verdade não é uma tarefa fácil  de ser pais, sem a proteção divina torna-se tarefa impossível.

Deus ao estabelecer mecanismos de proteção à família, Número Capitulo 30, deu ao homem a responsabilidade de guardião de amar, proteger e prover. Votos quebrados no divórcio e no abandono da família os danos serão irreparáveis na vida dos filhos. .    

UMA LEI ESPECÍFICA PARA A FAMÍLIA  COM AS SEGUINTES ORDENANÇAS:

1ª. O HOMEM NÃO PODERIA VIOLAR O SEU COMPROMISSO DO VOTO
      EMPENHADO.

“... Quando um homem fizer um voto ao Senhor com obrigação, não violará a sua palavra, segundo tudo que saiu de sua boca, fará” ( Nm.30.2)

Do jeito que o mundo está hoje, infelizmente, seria quase que impossível aplicar uma lei que responsabiliza os homens. Pelo simples fato de uma sociedade que não tem compromisso com os valores de Deus. Uma sociedade marcada pelo  individualismo. Uma notória decadência do papel do homem com a família por não assumirem suas responsabilidades. O valor da palavra empenhada tem sido relativo. Enquanto que para Deus é absoluto. Deus estabeleceu, na lei Hebraica, uma ordenança para o homem: voto feito, voto cumprido. Ou seja, palavra dada palavra cumprida. O casamento é um dos votos mais sagrados e solene que  os homens israelitas faziam diante de Deus e dos homens. Deus não criou, uma lei, que servisse apenas para homens Israelitas. Cremos, que sua abrangência expande a todos os homens comprometidos com os valores de santidade, porque Deus é santo.

2ª. O VOTO  INCONSEQUENTE DA FILHA PODERIA  SER REVOGADO PELO PAI.

“....Quando uma moça que ainda na casa de seu pai fizer um voto ao  Senhor ou obrigar-se por um compromisso e seu pai souber do voto ou compromisso, mas nada lhe disser então todos os votos e cada um dos compromissos pelos quais se obrigou serão validos. Mas, se o pai a proibir quando souber do voto, nenhum dos votos ou dos compromissos pelos quais se obrigou será válido; o Senhor a livrará porque o seu pai a proibiu” ( Num. 30.3-5)

No texto fica claro o  cuidado de Deus em proteger uma filha adolescente que ainda não está madura para tomar determinadas decisões. Como é importante a intervenção dos pais de forma sábia na vida dos filhos. Um  principio que abrange filhos e filhas, enquanto estiverem na fase de crescimento físico, emocional, intelectual e espiritual. A correção em amor, associada a uma saudável comunicação relacional, uma eficiente educação, são recursos indispensáveis na proteção dos filhos.
Se esse mecanismo de proteção, dos pais as filhas, fosse aplicado em nossa sociedade não teríamos gravidez indesejada, abortos  e divórcios, numa escala assustadora. O fato é que, os pais, de forma geral  não acompanham as mudanças de comportamentos dos filhos por conta dos avanços tecnológicos e das  interferências externas que adentram no seio familiar. 

3ª.  O VOTO DA MULHER PODERIA SER REVOGADO PELO MARIDO.
“... Se uma mulher que vive com o seu marido fizer um voto ou obrigar-se por juramento a um compromisso e o seu marido o souber, mas nada lhe disser e não a proibir, então todos os votos ou compromissos pelos quais ela se obrigou serão  validos. Mas, se o seu marido os anular quando deles souber, então nenhum dos votos ou compromissos que saíram de seus lábios será valido. O seu marido os anulou, e o Senhor a livrará” ( Nm. 30.10-12).

Muitos homens cristãos  desconhecem o poder de proteção para com a sua mulher. Em consequência disso muitas mulheres não submetem a esse poder de proteção. O fato é que o caos familiar se instalou em todas as camadas sociais. O homem abandonou o seu posto no casamento e a família desintegrou-se de seus valores mais rudimentares. A lei de, Números capitulo 30, foi criada com efeito civil e espiritual. Não é demais lembrar que o casamento é uma instituição civil e espiritual. A família é uma instituição civil e espiritual. É tão explícita essa verdade que Deus proibiu aos Israelitas casarem-se com pessoas de outros povos para não se contaminarem com as práticas dos deuses pagãos.
Embora a Lei,  Números  cap. 30,  é bem posterior à Adão, instruções semelhantes Adão recebeu sobre o seu papel de marido. No nosso entendimento pessoal, se Adão tivesse reprovado a conduta de Eva, mesmo após ter Eva comido do fruto proibido, o desfecho da historia poderia ter tomado outro rumo. O relato bíblico diz que Deus cobrou de Adão a responsabilidade  das ações de sua mulher.
A passividade do homem, no casamento, tem levado muitas mulheres a tomarem decisões que não tem trazido bons resultados no contexto familiar. Por outro lado, Deus não planejou que o marido tomasse todas as decisões sozinho. A  melhor receita é a concordância nas decisões. É o andar juntos, sempre!  Aplicar o "Cordão de Três Dobras".

REFLETINDO:

Como o mundo seria diferente se esses mecanismos de proteção a família fossem praticados!  A cultura mundana valoriza o individualismo e não o coletivo. A família vem se transformando apenas num ajuntamento de pessoas.  Os valores morais e espirituais, dando lugar as práticas do vale tudo.
Deus não cobrará do mundo pagão essa prática, mas cobrará da nação eleita, povo adquirido, seguidores de Jesus Cristo. O marido liderando em amor a sua família, a esposa honrando o seu marido, os pais preservando a identidade dos filhos, e os filhos, buscando ajuda dos pais aos tomarem decisões importantes. Certamente a família estaria contabilizando resultados no positivo.

Por amor a Cristo!