sábado, 2 de julho de 2016

O QUE MUDOU E O QUE NÃO MUDOU DA ANTIGA E DA NOVA ALIANÇA?


A soberania de Deus independe de alianças. Depois da queda dos pais Adão e Eva, Deus tem se relacionado com o homem através de alianças. Destacaremos duas alianças importantes que marcaram a história da humanidade: Antiga Aliança com Abraão e sua descendência e a  Nova Aliança, através do Seu Filho Jesus Cristo relacionando-se com a Igreja. 

A partir da queda dos pais Adão e Eva o pecado tem sido o principal obstáculo para manter um relacionamento sem ruptura com o Deus da Aliança. As mesmas batalhas que o povo da Antiga Aliança enfrentou o povo da nova Aliança também enfrenta. As murmurações e reclamações, infidelidade aos mandamentos de Deus, esquecimento dos milagres e favores de Deus, a ganância, a desonra, são pecados que se perpetuaram ao longo das gerações.

O povo da Antiga Aliança ao entrar na terra de Canaã, recebeu instruções detalhadas como tratar o pecado dos seus lideres e do povo em geral.  Boa parte dos Livros de Levítico, de Números e Deuteronômio, trazem um conjunto de leis e rituais para expiação dos pecados. Aliança com Deus dependia do povo Hebreu não se contaminar com os demais povos. Deus não se relaciona com um povo mergulhado no pecado da idolatria.

Os eleitos da Nova Aliança, para entrar na Canaã Celestial, receberam instruções detalhadas no sermão do monte, proferidas pelo Senhor Jesus, Mateus Cps. 5 a 7. São normas descritivas para o cristão viver um padrão de santidade. As Epístolas Apostólicas normatizam com clareza tudo que o Senhor Jesus ensinou para praticas de boas obras e do testemunho autêntico  da fé cristã.

O que mudou e o que não mudou da Antiga e  da Nova Aliança?

 O Que Não Mudou?       

. A Soberania e  Santidade de Deus.
A principal mensagem, de Levítico, é exaltar a soberania e a santidade de Deus. ”Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santo sereis,  porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo”( Lev 19:2).  

O mesmo chamado à santidade permeia em todo Novo Testamento. “... mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” ( I Pe 1:15,16). Nenhum individuo, em qualquer época de sua existência verá a Deus a não ser pelo caminho da santidade.

. O Pecado e as Suas Consequências
O pecado é um ato de transgressão à santidade de Deus. O Diabo foi expulso, dos céus, pelo pecado da rebelião. Adão e Eva foram expulsos, do Éden, pelo pecado da desobediência.  A natureza humana é pecaminosa, não importa se a pessoa é de  boa ou de  má  índole.  As leis e os rituais da Antiga Aliança foram abolidos, na cruz de Cristo. Mas entenda, o pecado não são leis nem um ritual. É um ato de transgressão, não foi abolido na cruz. A cruz representa expiação do pecado  e não absolvição. Ninguém que nasceu ou nascerá após a morte e ressurreição de Jesus nasce sem pecado. Todos continuamos pecando e carecemos de confissão e arrependimento e do perdão de Deus, em Cristo Jesus. Os dois ladrões crucificados lado a lado com Jesus, um recebeu a expiação o outro não. Um entendeu o amor e a expiação  de Cristo em seu favor o outro não.    

. O Amor e as Misericórdias de Deus.
Não precisa de muitas linhas para afirmar esses atributos de Deus.  Você  e eu  somos agraciados, dia após dia, do amor e da misericórdia de Deus. É um Deus de amor por essência. Desde a queda de Adão e Eva, e até o fim das gerações, o Seu amor e Sua misericórdia jamais cessará. O Deus que tirou o povo Hebreu de um cativeiro de 430 anos, é o mesmo Deus que expiou o Seu único filho, Jesus Cristo, para nos libertar do cativeiro do pecado.


 O QUE MUDOU?

. A forma do pecador  expiar o seu pecado.
No contexto das escrituras, “expiar” significa sofrer a penalidade por um ato pecaminoso; removendo, assim, do pecador arrependido os efeitos do pecado e permitindo-lhe reconciliar-se com Deus. Para o povo da Antiga Aliança havia leis e rituais para cada tipo de transgressão. Animais eram sacrificados no lugar do transgressor para espiar o pecado (Lev 6.30). Cada indivíduo se apresentava ao sacerdote, com o  animal especificado na lei, para ser expiado em seu lugar.

Na Nova Aliança, a prática dessas Leis e rituais foi abolida. O Senhor Jesus se colocou no lugar do pecador, como expiação dos seus pecados. Cabe ao pecador exercitar essa ordem bíblica: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” ( I Jo 1:9 ).  Precedido de um genuíno arrependimento, uma genuína confissão e o abandono dos pecados, esse receberá o perdão, do Pai, e desfrutará da completa comunhão. Se o Senhor  Jesus, se expôs publicamente a mais infame humilhação pelo pecador,  seria demais que um pecador confesse publicamente o seu pecado, arrependendo-se e humilhando-se?  

Para consolidar o processo de restauração e cura, pecados cometidos entre pessoas devem ser confessados e  perdoados;  assim, se  restabelecerá a comunhão e trará saúde ao Corpo de Cristo. 
“ Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros para sareis; a oração feita por um junto pode muito em seus efeitos”( Tiago 5:16). Paulo trata com muita ênfase em, I Co 11: 17-34. Texto usado  na liturgia da ceia do Senhor. Onde houver um ofendido e um ofensor essa prática deve ser prontamente exercitada.

. A  Liturgia nas Celebrações Cultos e Eventos.
A liturgia é a forma como deve celebrar ao Senhor. Na Antiga Aliança havia todo um processual a ser seguido. Os sacerdotes obedeciam, à risca, suas funções. Qualquer deslize, na função, eram punidos. Os dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú, ofereceram fogo estranho, sofreram mortes instantânea. Os filhos dos sacerdote Eli tiveram o mesmo destino.
 As liturgias, na nova Aliança, não seguem esse mesmo ritual. A Adoração a Deus deixou de ser uma liturgia exterior, mas interior, vinda de um coração contrito e santificado a Deus.  As liturgias, congregacionais, precisam acontecer num ambiente de unção e direção completa do Espirito Santo. Tudo que envolve o ambiente da liturgia é consagrado a Deus. Um instrumento, um microfone, ou outro qualquer objeto de culto,  não devem servir a Deus e atividades não cultuais.

Precisa haver uma vigilância espiritual permanente para não permitir “fogo estranho” nas celebrações a Deus.  Com muita tristeza muitos levitas, incluídos pastores e lideres,  abandonam seus postos  e retornam para o mundo. Levitas abaixando as suas guardas, subestimando o inimigo e sendo vencidos. Levitas e pastores trazendo “fogo estranho”  tendo o seu ministério encurtado pelo próprio Deus. Não “caem em si", saem atirando com argumentos  que estão sendo perseguidos.

A liturgia da consagração a Deus, dos dízimos e ofertas,  mudaram na sua forma, mas não mudou a seriedade do ato. Ananias e Safira no momento em que ofertavam, foram punidos com mortes ao praticarem uma mentira ao  Espírito Santo. O Senhor Jesus advertiu sobre isso em Mateus 5:24, diz: “ deixa ali a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro  com o teu irmão...”.  Deus não se alegra da  oferta em si; mas se alegra da oferta de um coração agradecido.

REFLETINDO:     

Para concluir essa reflexão, deixamos em aberto para você continuar ampliando essa lista, do que mudou e do que não mudou. Não podemos deixar de acrescentar uma lei, que não foi abolida na sua essência: “a lei do sacrifício pacífico”. ( Lev.7:11-13).  Uma lei que tem como proposito: oferta de ação de graça, voto e oferta voluntária. Se você deseja agradar o coração de Deus, jamais deixe de praticar essas três ações em sua vida.  A generosidade é um dom especial que promove a paz, o amor e a igualdade entre todos. Amem! 

Por amor a Cristo!