sábado, 8 de outubro de 2016

ESCRAVIDÃO FINANCEIRA - UMA QUESTÃO DE ESCOLHA!


Deus ao criar o ser humano delegou liberdade de escolhas com consequências. O primeiro pecado é fruto do mal uso da liberdade da escolha. Usar dessa liberdade não significa que todas as  escolhas são bem vindas. O mesmo Deus que disse, a Adão: “não coma  da árvore  do conhecimento do bem e do mal, no dia em  que comer, certamente morrerás ” (Gn. 2:17),  faz essa advertência: “ O rico domina sobre o pobre; quem toma emprestado é escravo de quem empresta”( Pv. 22:7). 
Vamos refletir alguns tipos de escolhas que causam escravidão financeira: 
1. Escolher desobedecer uma ordem divina.
“... quem toma emprestado torna-se escravo de quem empresta”( Pv. 22.7)
A desobediência é uma infeliz escolha. O pecado original de Adão não foi comer do fruto mas desobedecer a Deus, que disse: não coma do fruto. As consequências foram imediatas. Adão  não morreu fisicamente, mas atraiu para si e para sua semente maldições, inclusive escrvidão e a morte. Entrar em dívidas é fazer mal uso da liberdade da escolha. O aviso de Deus está dado:"torna-se escravo de quem empresta". Você conhece alguém do seu relacionamento que está preso a esse tipo de escravidão? Você já teve ou está tendo esse tipo de experiência? Saiba que Deus não planejou esse tipo de escravidão para ninguém. Ao contrário, o Senhor Jesus, declarou: “Eu  vim para que tenham vida e tenham em abundância” ( Jo 10:10). 

2. Escolher satisfazer os caprichos da carne.
“... Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito o que é contrário carne”
( Gl.5:17).
O crente comprometido com a santidade conhece essa linguagem - “desejo da carne”. Não só conhece mais tem consciência quanto é nociva ao aperfeiçoamento da fé. A carne entra em oposição ao Espírito Santo, porque anda na contra mão da santidade (leia Gl. 5:20). O Apóstolo Paulo lutando com essa natureza carnal encontrou a solução: crucificando-a na cruz ( Gl. 2:20). Um teste simples para saber se suas escolhas satisfazem os caprichos da carne: faça uma lista para onde está indo o seu dinheiro. Classifique em  dois grupos: necessidades e desejos. É bem provável que a lista dos desejos é maior, com consequências comprometedoras  no orçamento familiar. O Apóstolo Paulo dá uma receita como o crente deve  manter o seu estilo de vida ( não deixe de ler com atenção Filipenses 4).

3. Escolher viver uma falsa identidade.
“... fontes sem água.... Jr 2.17.b”
Viver uma falsa identidade é escolher ser escravo daquilo que você  não é.  Esse é o pior dos mundos. Um mundo que gira tudo por dinheiro e por fama. Um mundo que atrai pessoas para o “estrelato”, o que chamam de “famosos”. Há muitos crentes sonhando para ingressar nesse tipo de mundo. Usam o que esses “famosos” usam. Gastam dinheiro para adquirir seus DVD’S, gastam com  aplicativos,  vão em shows caríssimos, etc. A bíblia  dá destino a esse tipo de pessoas : “ Esses homens são fontes sem água e névoas impelidas pela tempestade. A escuridão das trevas lhes está reservada” (Jr. 2:17). 

4. Escolher como estilo de vida o  padrão do mundo.
“...  Não se amoldem o padrão do mundo...
 ( Rm 12:2.a)
O espirito de Mamom  é o gestor chefe  do mundo financeiro. Todo sistema financeiro do mundo serve a Mamom. O Senhor Jesus, que conhece esse espirito malfeitor, a sua influencia na  vida financeira dos crentes,  deixou essa ordem : “Ninguém pode servir  a dois senhores: pois odiará um e amará o outro.  Vocês não podem servir a Deus e a Mamom”( Mt. 6:24). Quando Provérbios diz que “quem toma emprestado, torna-se escravo de quem empresta”, é o mesmo que dizer: quem está escravizado em dívidas está a serviço de Mamom. Ou seja, toda a sua renda está comprometida com o reino das trevas. Por conta disso, há muitos crentes impedidos em  servir a Deus, mas servindo ao Príncipe das trevas. Pela escolha que fizeram! Escolheram o padrão do mundo como estilo de vida. Consequências: não tem recursos para investir espiritualmente na sua família; não são dizimistas fiéis; não investem no Reino de Deus. Uma triste  vida marcada pela escravidão financeira. Essa triste realidade repercute na seguinte estatística: cada geração está sendo menos generosa com o Reino de Deus.  

5. Escolher ser o provedor de si mesmo.
“... Então disse: Já sei o que vou fazer . Vou derrubar os meus celeiros e construir outros....E direi a mim mesmo: você tem grande quantidade de bens...descanse, coma, beba e alegre-se” (  Lc.12:18,19)
A escravidão financeira abrange os soberbos que acumulam fortunas. O Senhor Jesus ao contar a parábola do rico insensato, apontou para um tipo de escravidão financeira que leva à pessoa ao  mais baixo nível, o da insensatez e  da tolice ( texto acima). Quando Deus deixa de ser o provedor, a pessoa assume ser provedora de si mesma. Criou para si um altar de adoração, onde ele mesmo é o adorado. Não há insensatez maior. Satanás, fez essa escolha quando desfrutava de uma posição privilegiada, nos céus.  Com ele, um terço dos anjos fizeram essa escolha.  Uma multidões tem feito a mesma escolha.  

6. Escolher a provisão e  não  o Deus Provedor.

"...O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas  riquezas em Cristo Jesus"( Fp. 4:19)

Há uma corrida religiosa motivada por prosperidade financeira. Nessa busca há uma multidão atraída por uma Teologia que substitui o Altar da Graça pelo Altar do Cifrão. Vão à busca de bênçãos e não do Deus da bênção. Uma escravidão financeira que não coloca a fé, no Cristo vivo, mas sim, coloca na fé cifrão. Perdendo o melhor da graça de desfrutar da gloriosa riqueza em Cristo Jesus.
  
Refletindo:

“... A piedade com contentamento é a grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele não podemos levar; por isso tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” ( I Tm.6:6)
Uma vida piedosa e um estilo de vida onde há contentamento é o segredo de não se contaminar com o padrão do mundo.  A Bíblia não é contra o ter dinheiro mas colocar o coração no dinheiro.  O desejo de ficar rico, é uma armadilha de Mamom. Sua especialidade é  instigar desejos descontrolados e nocivos. Não são poucos  os cristãos que caem nessas armadilhas, desviam-se do propósito de Deus; vivem atormentados pela escravidão financeira; não desfrutam da vida abundante de Deus.  Escolhas  inconsequentes: Não estão livres para subir. 

Por amor a Cristo!