Desfrute da Compaixão de Deus.
" Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" Rm 12:1
Consciência...
Desfrutar da compaixão de Deus começa com consciência espiritual. Romanos 12:1 não apela à culpa, nem ao medo, mas às misericórdias de Deus. Antes de qualquer exigência, há uma revelação: fomos alcançados por uma compaixão que não merecíamos. Ter consciência disso nos livra de uma fé legalista e também de uma graça barata. A compaixão divina não ignora o pecado, mas chama à transformação.
A nível da consciência: tenho áreas da minha vida que precisam ajustes, entender a minha identidade e o verdadeiro propósito de minha vida?...
Necessidades...
A alma precisa ser constantemente lembrada dessa compaixão, porque facilmente nos esquecemos de quem somos sem ela. Sem essa lembrança, ou nos tornamos religiosos duros, ou permissivos espirituais. A compaixão de Deus é necessária para alinhar nosso coração. Não é anestesia espiritual, é tratamento profundo.
Entendendo a minha necessidade: qual a minha necessidade hoje? Preciso de cura, perdoar, Desenvolver minha Identidade em Cristo?
Mudanças...
Quando a compaixão é verdadeiramente desfrutada, ela gera resposta. Paulo diz: 'apresentem o corpo'. Isso aponta para mudança prática, visível e intencional. A compaixão de Deus não nos mantém no mesmo lugar; ela nos move a uma vida consagrada, coerente e responsável. Onde a compaixão é real, há transformação de atitudes, prioridades e escolhas. A compaixão divina não ignora a realidade, ela a transforma.
Preciso de mudanças: Em que área da minha vida estou resistindo a compaixão de Deus? Anote: comece hoje.
Para hoje...
Hoje, desfrutar da compaixão de Deus significa viver o culto no cotidiano. Não apenas no templo, mas nas decisões, palavras e posturas. É responder à graça com obediência consciente. A pergunta não é 'até onde Deus me permite ir?', mas 'como posso agradar Àquele que foi tão compassivo comigo?'
Preciso praticar: reconheço que há áreas que precisam do toque da compaixão de Deus: emoções feridas, expectativas frustradas, pecados não confessados, estender as mãos a uma pessoa... Escreva (...) - comece a praticar.
Eu e o Outro...
A compaixão recebida nunca termina em nós. Quem desfruta da compaixão de Deus aprende a olhar o outro com misericórdia, sem relativizar a verdade. Não justificamos o erro, mas estendemos a mão no cuidado. Não condenamos, mas também não normalizamos o pecado. Assim como Deus fez conosco: compaixão que restaura e chama à mudança.
Não seja um expectador, seja um comunicador de transformação. Amém!
Arão e Elzi Salgado

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