Sacrifício Vivo...
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” Romanos 12:1
Consciência
O chamado de Paulo começa na consciência espiritual. Ele não apela ao medo nem à obrigação, mas às misericórdias de Deus. Uma alma saudável entende que a entrega não é um esforço para ser aceito, mas uma resposta à graça já recebida. Sacrifício vivo nasce quando reconhecemos que pertencemos a Deus e que nossa vida agora tem um novo propósito.
De forma consciente, que sacrifício vivo ofereço hoje a Deus? Talvez escolher perdoar, obedecer um chamado de Deus, mesmo quando isso me custa abdicar de um conforto.
Necessidades
A alma humana necessita de alinhamento. Existe um conflito constante entre fé declarada e vida praticada. Deus não se agrada de uma fé fragmentada, limitada a momentos religiosos. Romanos 12:1 revela uma necessidade essencial: uma vida inteira no altar. Onde essa entrega não acontece, o culto se torna superficial e a fé perde profundidade. Abraão confiou plenamente em Deus e ofereceu o filho da promessa. Esse sacrifício vivo nos ensina a entregar nossa vida e tudo que amamos, crendo que o Senhor sempre proverá.
Mudanças
Ser sacrifício vivo implica transformação diária. Diferente do sacrifício morto, o vivo precisa ser apresentado continuamente. Isso exige renúncia, ajustes de prioridades e submissão da vontade. A vida sacrificada no altar não permanece a mesma, porque a presença de Deus sempre gera mudança, amadurecimento e santificação.
Para Hoje
Hoje, sacrifício vivo é vivido no cotidiano. É honrar a Deus nas pequenas escolhas, no uso do corpo, do tempo e dos recursos. É entender que o culto não termina com a liturgia, mas se estende à prática diária da fé. O culto racional se manifesta quando a obediência se torna estilo de vida.
Eu e o Outro
Uma alma saudável não vive centrada em si. Quem se oferece a Deus se torna disponível ao próximo. O sacrifício vivo produz serviço, empatia e compromisso com o outro. Uma vida no altar não isola, edifica. Não afasta, aproxima. Não silencia, testemunha.
“O sacrifícioo vivo que agrada a Deus não é o que morre no altar, mas o que vive para Sua glória todos os dias.
Arão e Elzi Salgado

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