A Metáfora da Galinha dos Ovos de Ouro
"Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito ; e quem é injusto no pouco, também é injusto no muito" Lc 16:10
A ambição pode interromper um processo virtuoso...
Há uma antiga fábula que conta a história de um homem que possuía uma galinha especial: todos os dias ela botava um ovo de ouro. Era uma fonte constante de riqueza. Mas, movido pela pressa e pela ganância, ele decidiu abrir a galinha para pegar todos os ovos de uma só vez…
Resultado: perdeu a galinha e perdeu tudo. Essa metáfora revela uma verdade profunda: Jesus, em Lucas 16:10, nos apresenta um princípio que serve para todos pilares da vida: Na vida espiritual, emocional e até nos relacionamentos, - Deus trabalha com processos, não com atalhos.
Consciência: a vida cristã é um processo virtuoso - a fidelidade no puco é o caminho para o muito.
Precisamos reconhecer algo essencial: somos responsáveis pelo nosso desempenho. Deus nos confiou dons, talentos, emoções, relacionamentos e propósito. Mas quando tentamos “queimar etapas”, estamos, na prática, destruindo aquilo que deveria gerar fruto ao longo do tempo. Queimar etapas é: buscar resultado sem esforço; colher sem semear; exigir maturidade sem passar pelo processo. E isso é, espiritualmente falando: matar a galinha dos ovos de ouro.
Necessidade: Check-up como tenho processado os meus dons e talentos.
Diante disso, surge uma pergunta inevitável: O que temos feito com os dons e talentos que Deus nos deu? Estamos cultivando ou buscando atalhos? Estamos desenvolvendo ou apenas consumindo? Estamos sendo fiéis no pouco ou ansiosos pelo muito? O check-up da alma exige revisão honesta: talvez não estamos perdendo por falta de capacidade, mas por falta de preservar com o que já recebemos.
Mudanças: Há algo no Check-up que precisa de redefinição?
Se queremos preservar aquilo que Deus colocou em nossas mãos, algumas mudanças são necessárias: Valorizar processos, não apenas resultados. Proteger princípios, mesmo quando surge uma “vantagem rápida”. Recusar negociações internas, onde trocamos valores por benefícios momentâneos ( Exemplo Esaú). Desenvolver disciplina, entendendo que constância gera fruto. Muitas vezes, o problema não é falta de oportunidade, mas a 'esperteza' de negociar valores para levar vantagem. E toda vantagem conquistada sem princípios… cobra um preço mais alto depois.
Eu e o Outro - quando matamos a galinha não perdemos sozinhos.
Nossas decisões nunca afetam apenas a nós mesmos. Aquilo que parece pessoal no momento pode se transformar em frustração coletiva - afetando: família, relacionamentos,
ministério e pessoas ao nosso redor. Quando “matamos a galinha”, não perdemos sozinhos. Outros também deixam de receber aquilo que fluiria através de nós.
“Quem não respeita o processo, perde o propósito; e quem negocia valores por vantagens, acaba sacrificando o próprio futuro.”
Arão e Elzi Salgado

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